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SÃO CHARBEL 09 DE OUTUBRO

fevereiro 14, 2009
São Charbel – celebrado dia 9 de Outubro
Origem

São Charbel Makhlouf, símbolo de união entre Oriente e Ocidente, beatificado no dia 5 de dezembro de 1965 e canonizado no dia 9 de outubro de 1977, foi o primeiro confessor do Oriente venerado de acordo com o procedimento da Igreja Católica Apostólica Romana. Libanês, São Charbel foi membro da Ordem Libanesa Maronita e filho da Igreja Maronita. Esta deve o seu nome a um anacoreta oriental, São Maron (Marun), falecido em 410. A Igreja Maronita, cujo centro se encontra no Líbano, tem a honra de ter como língua litúrgica o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo; ela também tem a honra de ter permanecido sempre católica, apostólica, romana. A Igreja Maronita foi à única Igreja oriental que ficou sempre ligada ao Santo Padre, o Papa.

São Charbel nasceu no dia 8 de maio de 1828, numa aldeia montanhosa maronita, chamada Beqa’Kafra, a mais alta do Líbano, a 1.600 metros de altitude, situada nas proximidades dos Cedros do Líbano, com vista panorâmica sobre a Vale de Qadisha, conhecido por “Vale Santo”. Era o quinto filho do casal Antun Zarour Makhlouf e Brígita Al-Chidiac, batizado com nome de Youssef (José). De família modesta e muito respeitada, o pai era um simples camponês, mas de uma fé sólida e inabalável. Sua mãe igualmente muito piedosa. Neste ambiente de simplicidade, piedade e honestidade, cresceu o pequeno Youssef. Quando completou seu terceiro ano, perdeu seu pai que foi requisitado pelo exército otomano (turco) para transporte de material e trabalhos forçados.

Órfão de pai, Youssef freqiientava, em companhia de outras crianças seus colegas, a escola paroquial de sua aldeia. Notava-se que ele era muito religioso. De fato, todas as noites,antes de irem dormir, as crianças, como estava acontecendo nas maiorias das famílias maronitas daquele tempo, ajoelhadas em volta da mãe, repetiam as preces que ela fazia, enquanto o incenso queimava num prato sobre um altarzinho suspenso à parede onde Nossa Senhora ocupa um lugar central, em meio aos santos.
 
Vocação
Desde a primeira infância, Youssef manifestou uma tendência muito pronunciada para a devoção e para a meditação. Às vezes, ele abandonava seus companheiros e retirava-se para rezar sozinho numa gruta que foi denominada, a princípio ironicamente, “a gruta do santo”. Já adolescente, no inverno, como a neve cobria os campos e as casas – às vezes tinha quatro metros de neve – Youssef ajudava sua mãe no trabalho doméstico, sobretudo a cozer o pão libanês que se preparava em casa. Mas na primavera, Youssef levava a vaca e os cordeiros da família a pastarem, e ajudava o tio paterno, Tanios, nos trabalhos agrícolas, sobretudo a cultivar as amoreiras para criar o bicho da seda (charanek el azz), ou “a safra do esplendor” (mawssem el ‘izz), naquele tempo, principal meio de vida de toda a montanha libanesa. Assim, Youssef trabalhava e, ao mesmo tempo, aprendia a ler e escrever sob o carvalho da igreja que funcionava como escola da aldeia. Mas seu coração não estava em nada disto. Ele pedia à Santíssima Virgem, tão venerada pelos Maronitas, que o ajudasse para se tornar monge como seus dois tios maternos que eram eremitas no mosteiro de Santo Antão de Qozhaya que pertence a Ordem de Santo Antão Libanesa Maronita.

Num mundo sem interesse para ele, Youssef começou realmente a sentir a nostalgia de Deus. Já ouvia uma forte voz interior a chamá-lo: “Deixa tudo e segue o Cristo para ganhar Tudo”. Sendo ainda jovem, aos 23 anos, e apesar da afeição da mãe por ele, bem como da oposição de seu tio paterno, pois precisava dos braços do moço para sustentar a família, e da solicitação de uma jovem vizinha, Míriam, que, apaixonada, queria casar-se com ele, Youssef preferiu responder ao chamado de Deus e abraçar a vida monástica. Em 1851, bem cedo e sem avisar ninguém, nem mesmo a sua mãe, Youssef deixou a sua aldeia e se apresentou no mosteiro de Nossa Senhora de Mayfouq da Ordem Libanesa Maronita, na região de Jbeil (Byblos). Assim, aos 23 anos de idade, o jovem Youssef fez seu primeiro ano de noviciado neste mosteiro, superando todas as provas, e escolheu por nome religioso “Charbel”, em honra a São Charbel, martirizado no Oriente Médio em 121 de nossa era cristã. Nada podia desviar o irmão Charbel desta desisão livre e inspirada. De fato, sua mãe e outros parentes visitaram-no muitas vezes no mosteiro para tentar dissuadi-lo, mas ele tinha sempre uma só resposta: “Deus me quer inteiramente para Ele”.
 
Profissão Monástica
Terminando o primeiro ano de noviciado, o irmão Charbel foi enviado ao mosteiro de São Marun de Annaya para fazer seu segundo ano de provação. É bom sublinhar que a primeira pedra deste mosteiro onde viveria e seria sepultado Padre Charbel foi posta no mesmo ano de nascimento do nosso santo em 1828.

Na vida religiosa, o noviço deve cantar o Ofício sete vezes por dia em aramaico, a língua falada por Jesus Cristo na Palestina; ele também deve praticar a penitência e estudar a liturgia e a vida monástica. Além disso, ele desempenhava os trabalhos domésticos do mosteiro, tanto internos como externos: lavar a roupa, fazer o pão, cultivar a terra, ser mesmo sapateiro-remendão, carpinteiro, agricultor, etc… Em suma, os monges daquele tempo procuraram a viver “o regime de auto-suficiência”.

Em 1853 e aos 25 anos de idade, no fim do noviciado, ele fez no mosteiro de Annaya sua profissão monástica ou seja os votos solenes de obediência, castidade e pobreza, no dia primeiro de novembro de 1853.
 
Ordenação Sacerdotal
Charbel, já professo, foi enviado ao mosteiro de São Cipriano em Kfifan (Batroun), que era na época o Escolasticado ou o Seminário de Teologia da Ordem Libanesa Maronita; neste mosteiro, ele foi aluno de nosso novo Beato Padre Nimatullah Kassab Al-Hardini, na Teologia e no caminho da santidade. Em todas as matérias, o irmão Charbel se destacava sempre entre os primeiros estudantes. Terminando o curso de Filosofia e de Teologia, Charbel foi ordenado sacerdote em 23 de julho de 1859, em Bekerké, sede patriarcal maronita. Recebeu em seguida a ordem de seus superiores para voltar ao mosteiro de São Marun de Annaya, onde permaneceu em comunidade – vida comum – antes de retirar-se definitivamente para uma vida de eremita. Neste mosteiro, sua vida era dividida entre as orações e o trabalho: “Ora et Labora”.
 
Vocação de Eremita
Segunda a tradição monástica oriental, a vida monástica atinge o seu auge numa vida solitária: “Estar a sós com o Único”. A vida comunitária era considerada como um período de transição ou de formação para uma vida propriamente eremita. Este ideal permanecia muito vivo na vida monástica maronita que preservava um posto de honra a seus eremitas. Atualmente, para tornar-se os êmulos de São Charbel, dois monges da Ordem Libanesa Maronita são já erectas: padre Antônio Chaina no cemitério de São Boula no mosteiro Santo Antão de Qozhaya, e padre João Khawand no eremitério de Santo Antão no mosteiro Nossa Senhora de Tamish.

O Padre Charbel sentia a vocação para a vida solitária. Em várias ocasiões solicitou a autorização para retirar-se a um eremitério. Depois de muita insistência da parte de nosso Santo, e após uma comprovação da dita vocação da parte do superior da Ordem, foi-lhe concedida à autorização de viver num eremitério, pertencente ao mosteiro de São Marun de Annaya. Conforme as normas da Ordem Libanesa Maronita, o eremita permanece sob a jurisdição do superior de seu convento, fazendo parte da comunidade, e sua vida é das mais austeras.
 
Qual foi aquela comprovação?
Um dia, Padre Charbel levou sua lâmpada – não tinha na época energia elétrica – à cozinha a fim de que o servente a abastecesse de azeite. O servente e seu companheiro, que eram adolescentes, querendo zombar do humilde monge, encheram a lâmpada de água. Padre Charbel, agradecendo gentilmente o servente, se recolhe à sua cela e acende a lâmpada, e ela permanece acesa. Os serventes brincalhões estavam observando. Ao ver a luz na cela de nosso Santo, perturbaram-se e correram a relatar o fato ao padre superior. Este vai imediatamente à cela e verifica que, de fato, a lâmpada está acesa, mesmo contendo só água. Um destes serventes, de nome Saba Mussa, sobreviveu ao Padre Charbel e, na idade de 60 anos, deu, sob juramento, testemunho do ocorrido.

No dia seguinte, o Padre Geral da Ordem, avisado deste milagre, autorizou imediatamente Padre Charbel a ocupar, no eremitério dos Santos Pedro e Paulo que pertence ao mosteiro de Annaya, a cela do padre Eliseo Kassab Al-Hardini, irmão de nosso novo Beato Nimatullah, que acabava de morrer. Assim Padre Charbel se tornou eremita no dia 15 de fevereiro de 1875, que era Ano Santo. Este eremitério está situado a 1.400 metros de altitude, e foi construído no ano 1798, dois séculos antes da morte de nosso Santo.

O eremita tem de procurar ser um novo crucificado, um novo cordeiro da Páscoa na Igreja de Cristo. Assim, seus dias são divididos entre as preces e meditações continuas, e trabalhos braçais nas propriedades do convento, mas nas vizinhas do eremitério. O regulamento permite-lhe dormir cinco horas por dia, para passar o resto do tempo rezando, pois, conforme São Charbel: “A prece relaxa os membros mais eficazmente que o sono”. Às vezes, nosso Santo permanecia horas e horas a fio ajoelhando diante o Santíssimo Sacramento. Sua cela tinha seis metros quadrados. Se encontrava nela : um colchão de folhas de carvalho, uma lâmpada de azeite, um prato de madeira sobre um banquinho, uma pedra que serve de cadeira, os livros de preces, particularmente “A Imitação de Jesus Cristo “.

O eremita maronita tinha só uma refeição às 14:ao horas, que é composta por comida simples, em geral legumes verdes ou cozidos, cereais, azeitonas. Nunca comeu carne, nem frutas. Esta refeição é sempre entregue pelo convento. Bebeu só água. Padre Charbel dizia: “A pobreza favorece a salvação. A frugalidade fortalece a alma. Quero viver nas privações, ignorando os prazeres e as doçuras deste mundo. Quero ser o servidor de Cristo e de meus irmãos”. Assim, o eremita Padre Charbel mal vestido, mas com vestes limpas, mal alimentado, mas com boa saúde, exposto sem defesa ao frio e ao calor, privado de qualquer conforto e qualquer ternura humana, era, entretanto, o homem mais feliz do mundo, pois o Senhor tornara-se sua verdade, sua força, sua riqueza, sua alegria e a razão da sua vida. Por isso, magro, seu rosto estava sempre radiante.
 
Morte
No dia 16 de dezembro de 1898 às 11:00 horas, o eremita Padre Charbel celebrava como de costume a santa missa na capela do eremitério quando foi atacado de paralisia no momento exato da Grande Elevação, enquanto recitava em aramaico “Aba Dcushto”, a seguinte oração da Liturgia Maronita: “Ó Pai da verdade, eis o Vosso Filho, vítima de Vosso agrado, aceitai-O pois Ele sofreu a morte para minha justificação…Eis aqui o Seu sangue derramado sobre a gólgota para minha salvação… aceitai minha oferenda”. A agonia durou 8 dias; após 23 anos de uma vida de eremita exemplar, São Charbel morreu no dia 24 de dezembro de 1898, na véspera do Natal, aos 70 anos de idade.

Ele morreu como morrem os Justos! Foi enterrado com simplicidade no cemitério do convento de São Marun de Annaya com outros monges já falecidos. Faleceu, mas podemos dizer que a sua verdadeira vida começou com a sua morte, pois, no Líbano como no mundo inteiro, São Charbel é sempre invocado.
 
Virtudes
Piedoso, honesto, simples, sincero, assim foi o jovem Youssef em sua aldeia. No mosteiro adquiriu as virtudes cristãs, humanas e monásticas. Os testemunhos recolhidos mostram um São Charbel obediente com uma obediência quase legendária. Sua castidade era verdadeiramente angélica, que brilhava em todos os lugares onde se encontrava. Em sua pobreza alegre imitou os maiores Santos da Igreja, pois sabia perfeitamente que ao despojar-se de tudo neste mundo era imensamente rico no Senhor. O dinheiro, naturalmente, nada significava para ele: nem o dinheiro, nem o bem material. Nunca aceitava qualquer estipêndio pelas cerimônias religiosas das quais participava por ordem de seus superiores. Quando os fiéis insistiam, mandava entregar o dinheiro ao superior ou a outro monge.

São Charbel foi sempre um homem de oração; permanecia longas horas ajoelhando em frente ao Santíssimo, vivendo deste modo o preceito do Senhor: “Orai sem cessar”. Venerava a Santíssima Virgem Maria de modo que seu coração se tornou um “coração mariano”. Respeitava o próximo sem distinção de classes ou discriminação etária. Vivia como os “sacerdotes operários”, escolhendo sempre o trabalho mais penoso e mais humilde, e dedicando-se exclusivamente à oração e ao trabalho : “Ora et Labora”. Em resumo, suas orações incessantes, seus jejuns prolongados, suas mortificações e sua união com Deus fizeram dele um “anjo com forma humana”.
 
Incorrupção
Após a morte, bem como durante a vida, Padre Charbel foi considerado um santo. No dia de sua inumação, o superior anotou no diário do mosteiro de São Marun de Annaya o seguinte: “No dia 24 de dezembro de 1898 Padre Charbel de Beqa’Kafra, eremita, foi atacado pela paralisia; recebeu os últimos sacramentos, e morreu aos 70 anos de idade; foi sepultado no cemitério da comunidade, sendo superior o Padre Antônio Michmichâni. Os fatos “post-mortem”(após a morte) me dispensarão de dar maiores detalhes sobre sua vida. Fiel a seus votos, de obediência exemplar, sua conduta era mais angélica que humana”. De fato, tratava-se de uma profecia que mais tarde se realizou.

O corpo de São Charbel permaneceu intacto depois de sua morte; inclusive transpirava. Este fenômeno de conservação e transpiração de corpo, desafiando as leis da natureza, fascinou os médicos, os homens de ciência e as pessoas mais simples. Em agosto de 1952, eu mesmo toquei no seu corpo; poderia dizer que era um “morto-vivo”.

Que um cadáver se conserve não é um fenômeno único, porém que os restos mortais se conservem flexíveis, tenros, manejáveis, transpirando incessantemente, é um caso extraordinário e único no gênero. Este foi o caso de nosso Santo, cujo corpo se conservou e transpirou até o dia de sua Beatificação que se realizou no dia 5 de dezembro de 1965, no encerramento do Concilio Ecumênico Vaticano II. Podemos até dizer que seu corpo não conheceu a corrupção: depois de 1965, ele se decompôs simplesmente, e jamais se percebeu o odor que emana normalmente dos cadáveres ao abrir seus túmulos. Era ao contrário um odor agradável. Abriu-se o túmulo no dia 3 de fevereiro de 1976, e eu estive presente como responsável da sua Causa de Canonização; seu corpo está já decomposta, sobrando o esqueleto. No entanto os ossos conservam uma certa frescura e uma cor rosada (cor de vinho).

Conforme a ciência, me afirmaram dois médicos, seis meses depois da morte, o esqueleto do ser humano, normalmente, é formado de ossos brancos e perfurados. Até hoje, ano 1998, nunca este fenômeno se encontrou no esqueleto de São Charbel. Em suma, seu corpo foi conservado até a sua Beatificação, depois ele “se volatilizou”, sobrando o esqueleto que é conservado de uma maneira extraordinária.
 
Graças e Milagres
Nosso Senhor, por intercessão de nosso Santo, fez muitos milagres, mesmo na sua vida como após a sua morte, pois tornou-se pouco a pouco evidente para todos que um poder sobrenatural emanava dele. Quando vivo, ele tinha um poder que curava os doentes, acalmava os espíritos malignos. Por exemplo, uma vez, durante o trabalho campestre, uma cobra saiu de uma moita e se aproximou, ameaçadora. Os trabalhadores-leigos tentam em vão matá-la ou afugentá-la. Apeiam para Padre Charbel que estava pertinho. Ele chega, sereno, e aproxima-se da cobra com calma. Esta se imobilizou. Fazendo um gesto, diz-lhe: “vá embora daqui, ó bendita”. O réptil deslizou calmamente por perto dele e foi embora.

Em 1885, os gafanhotos invadiram a montanha libanesa e começaram a devastar a região de Annaya. Eles foram afastados desta região pelas preces do Padre Charbel e sua bênção. Muitos doentes, considerados perdidos pela medicina, encontravam cura repentina sob a influência do Padre Charbel que, em geral, chegava, rezava, abençoava a água, aspergia o doente, olhando-o longamente, e se reúrava. O doente levantava-se; estava curado. Um dia, levaram ao Padre Charbel um jovem chamado “o louco de Ihmej”, pequena aldeia perto do eremitério, que era violento, indomável, agressivo, e muito perigoso. O Padre Charbel libertou-o das cadeias e mandou-o pôr-se de joelhos. O louco, com calma, obedeceu. Nosso Santo põe as mãos sobre a cabeça dele e reza. Terminando a oração, o louco de Ihmej estava totalmente curado.

Estes foram alguns favores e milagres que se realizaram durante a vida do Padre Charbel. Após a sua morte,o primeiro fenômeno extraordinário se realizou algumas semanas depois do seu sepultamento quando luzes estranhas começaram a aparecer à noite sobre seu túmulo. Os fiéis da vizinhança alertaram o superior do convento que, uma noite, percebeu pessoalmente o fenômeno prodigioso; sob o efeito das luzes e dos milagres, ele solicitou autorização ao Patriarca Maronita, Elias Houwaék, para abrir o túmulo e transferir o corpo para um sepulcro mais honroso e digno. A autorização foi concedida a condição de que o corpo fosse conservado num lugar bem fechado. Conforme as recomendações patriarcais, o túmulo foi aberto, pela primeira vez, no dia 15 de abril de 1899, em presença apenas de sete testemunhas, incluído as pessoas da Comissão eclesiástica. Então, foi o segundo fenômeno prodigioso: o corpo estava intacto!

De fato, as mãos repousavam sobre o peito, segurando o crucifixo. O corpo estava tenro e flexível. O rosto e as mãos eram os de um homem adormecido. De um dos lados do corpo, escorria um sangue vermelho misturado com uma espécie de água: o suor. Os paramentos, cheios deste líquido sanguinolento, foram trocados e conservados até hoje. Caso extraordinário, este líquido sanguinolento sempre escorreu de seu corpo até a sua Beatificação em 1965, pois, esta exsudação de seu corpo era permanente, apesar de muitas tentativas realizadas todas vãs para pará-la. As vezes, este líquido atravessava as paredes do túmulo.

O túmulo foi também aberto, sempre em presença das duas Comissões eclesiástica e médica, em 1901, em 1909, em 1926 no dia 9 de outubro, em 1927 em dia de 24 de julho, em 1950 no mês de fevereiro, em 1952 no mês de agosto, e em 1955 no mês de setembro; o corpo estava sempre flexível, e sempre transpirando; e cada vez, os paramentos molhados foram trocados e conservados no museu de nosso Santo à Annaya. Eu, pessoalmente, em 1952, em 1955 e em 1965, fui testemunha ocular deste fenômeno extraordinário que nem médicos, nem cientistas especialistas conseguiram explicar.Em 1952, o corpo foi exposto durante duas semanas no mosteiro de São Marun de Annaya afim de que os fiéis pudessem ver o corpo conservado. Milhares e milhares vieram visitá-la e vê-lo. Eu era uma das três pessoas responsáveis pelo corpo exposto, e via os fiéis que passavam das 7:ao horas de manhã até 7:ao horas da noite em frente do corpo, durante 14 dias, fazendo fila ininterrupta; e cada um só podia recitar um Pai Nossa e uma Ave Maria.
Em suma, o Senhor, pela intercessão de nosso Santo, fez e está fazendo ainda, no Líbano como no mundo inteiro, diversos milagres e favores. É interessante revelar que, entre os favorecidos pelos milagres, contam-se ortodoxos, muçulmanos e druzos, entre outros. Todavia, entre os numerosos milagres que ocorreram pela intercessão de São Charbel, dois foram considerados e analisados para a Beatificação: a da irmã Maria Abel Kamari, libanesa da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, que durante 14 anos sofreu de uma úlcera estomacal, e o de Alexandre Obeid, libanês, que perdeu a vista ao receber um golpe no olho direito. Estas duas curas milagrosas aconteceram no Ano Santo de 1950. Para a Canonização estudou-se mais um milagre: o de Mariam Assaf Awad, libanesa, de 68 anos de idade. Em 1966 ela sofria de um câncer na amígdala direita. Era um tumor maligno e a paciente foi desenganada. O câncer lhe causava muitas dores e dificuldade de respirar e engolir. Em dezembro de 1966, recorrendo a São Charbel, ela curou-se de sua doença.

No entanto, o milagre mais característica, concedido pela intercessão de São Charbel, é a conversão de um grande número de fiéis. De fato, numerosos cristãos afastados dos sacramentos da confissão e da eucaristia, ou mesmo afastados totalmente da Igreja, voltam ao Senhor ao visitar o túmulo de São Charbel; mudam de conduta e adotam uma vida coerente e cristã. O seu túmulo é freqiientemente vi.citado no inverno e no verão, e a devoção por ele se tornou universal.
 
Beatificação e Canonização

Quanto mais a pessoa se isola para estar perto de Deus, tanto mais ela está perto dos homens. Retirando-se do mundo para não ser do mundo, embora vivesse no mundo (Jo,17,16), São Charbel é conhecido no mundo inteiro. Centenas de milhares de cartas que chegam ao mosteiro de Annaya testemunham o fato. Assim a vida de São Chartel é uma prova de que o verdadeiro eremita na Igreja é um apóstolo de Cristo, apóstolo por excelência. Padre Charbel foi beatificado no dia 5 de dezembro de 1965, por Sua Santidade o Papa Paulo VI, em presença dos compatriotas, de todos os cardeais e bispos da Igreja Universal, que se encontravam em Roma por ocasião do encerramento do Concilio Vaticano IL Todos assistiram a esta cerimônia memorável. No dia 9 de outubro de 1977, o mesmo Papa o canonizou, declarando o Santo do Líbano, Santo para a Igreja Universal, durante o Sínodo dos Bispos. Estes eventos inesquecíveis, por ser ele o primeiro confessor oriental, foram uma grande honra para o Líbano e particularmente para a Igreja Maronita e para a Ordem Libanesa Maronita. Participei dos dois eventos, e era mesmo o Postulador da Causa de Canonização de São Charbel e dois outros santos libaneses maronitas: a Beata Irmã Rafqa (Rebeca) El-Choboq El-Rayés de Himlaya, nascida em 1832, falecida em 1914, (foi beatificada pelo Papa João Paulo II no dia 17 de novembro de 1985); e o novo Beato Padre Nimatullah Kassab Al-Hardini, nascido em 1808 e falecido em 1858, (foi beatificado, pelo Papa João Paulo II, no dia 10 de maio de 1998, primeiro aniversário da visita do Santo Padre João Paulo Il ao Líbano). Como São Charbel, foram membros da Ordem Libanesa Maronita, ramos masculino e feminino. Sim, o Líbano pode orgulhar-se de CHARBEL, RAFQA E NIMATULLAH AL-HARDINI! Quantas vezes os responsáveis na Congregação das Causas dos Santos no Vaticano me diziam quando era responsável dessas três Causas: “Vocês têm as mais belas figuras de santidade na Igreja”. Que honra para nossa Igreja Maronita que está testemunhando o Evangelho de Cristo no Oriente Médio, e que foi a única Igreja Oriental que ficou sempre Católica Apostólica Romana.

Este fenômeno é curioso, e às vezes surge a pergunta: por que encontramos tantas pessoas que visitam regularmente e quase cada dia o túmulo de São Charbel’! A resposta.me parece esta: no mundo de hoje, de tal modo materialista, de tal modo egoísta, e de tal modo sensual, as pessoas, angustiadas pelo vácuo interior, tem a nostalgia da felicidade que não se consegue achar nem no conforto, nem na riqueza, nem na concupiscência da carne, nem na soberba da vida, como diz São João, o Evangelista (1Jo, 2,16), mas consegue achá-la nas virtudes que nosso Santo se esforçou para viver com grande heroísmo. Por isso, elas vêm ali para se sentir um pouco feliz, perto deste homem que consegui conhecer e viver a autêntica felicidade que elas estão procurando, e tentar imitá-la.

Missão no Mundo Atual
O que podemos dizer ainda da “flor admirável de santidade que floresceu sobre a cepa das antigas tradições monásticas orientais’!” como disse o Papa Paulo VI durante a cerimônia de Beatificação de São Charbel; e acrescentou: “Que Padre Charbel nos faça compreender num mundo demasiadamente fascinado pela riqueza e o conforto, o valor insubstituível da pobreza, da penitência e da ascese para libertar a alma em sua subida para Deus”.

Deveras, São Charhel, por sua vida heróica, libertou-se para ajudar aos demais a libertarem-se de seu egoísmo, de suas paixões. Fiel ao apelo de Deus e ao amor, São Charbel conheceu a verdadeira felicidade, o equilíbrio total, a liberdade autêntica, e a perfeita serenidade. Assim Charbel tornou-se um exemplo vivo para o nosso mundo tão sacudido pelo materialismo e a libertinagem. De fato, nosso mundo atual está desorientado e dilacerado; ele tem muita ciência mas pouco espírito, muitos interesses mas pouco amor, muito egoísmo mas pouca abnegaçâo e entrega a Deus e aos demais. Entende-se que o amor poderá devolver ao mundo atual a harmonia, a humildade e a satisfação de viver. A vida de São Charbel é, para cada um de nós, um modelo de rumo certo.
 

Oração para São Charbel para Obter Graça

 Ó Deus, admirável em Vossos Santos, Vós que inspirastes a São Charbel seguir o caminho da perfeição, lhe concedestes a graça e a força para fazer triunfar, na sua vida, o heroísmo das virtudes monásticas: a obediência, a castidade e a voluntária pobreza, e manifestastes o poder de sua intercessão por numerosos milagres e graças, concedei-nos a graça… que Vos imploramos por sua intercessão! Amém

 

 

FONTE: http://www.igrejamaronita.org.br/

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DIA 09 DE FEVEREIRO SÃO MARUN

fevereiro 8, 2009
São Marun – celebrado dia 9 de fevereiro
 
A Igreja Maronita deve seu nome a um importante mosteiro, São Marun, que recebeu o nome em homenagem ao anacoreta Marun (Maron). Infelizmente, temos poucas informações sobre a vida e as atividades de nosso eremita. O único relato que nos dá alguns pormenores vem-nos de Teodoreto, bispo de Cyr, morto no ano de 458, em sua obra HISTÓRIA RELIGIOSA, escrita por volta do ano de 440. Este grande historiador não nos informa sobre a data de nascimento ou de morte de São Marun. Todavia, graças a ele, sabemos que o monge Marun nasceu no século IV. Depois de renunciar ao mundo, levava, em seu eremitério, muitas vezes ao ar livre, vida ascética das mais austeras.

A vida monástica na Igreja não se constituiu da noite para o dia; tampouco foi obra de um só homem: A vida monástica existiu desde o começo da Igreja. No fundo, é seguir a Cristo e o esforço constante de viver o Evangelho da maneira mais perfeita. Por isso que a vida monástica é chamada de “caminho da perfeição cristã”. Assim, das origens do cristianismo até nossos dias, encontramos número considerável de monges, eremitas, ascetas, que procuram viver o Evangelho. O monge Marun era apaixonado por Cristo, e tomado de entusiasmo pela perfeição cristã. Para atingir este ideal, renunciou ao mundo e às suas cobiças, e embrenhou-se numa das montanhas da diocese de Cyr, onde habitou nas ruínas de um antigo templo pagão, transformando-o em lugar de oração e meditação. Nessas montanhas, levou vida monástica mais austera que a de seus confrades, monges da região. Sua reputação logo atraiu ao seu redor todos os que, igualmente entusiasmados pela perfeição cristã, procuravam um modelo e um guia espiritual experiente. Destarte, seus discípulos foram muito numerosos e sua escola ascética, das mais prósperas. Muitas pessoas o visitaram no seu eremitério, solicitando a cura tanto das doenças corporais, quanto espirituais, e foram atendidos.

São Marun morreu no início do século V, e ao que tudo indica, no ano 410. Depois de morrer, seu corpo foi objeto de disputa entre os habitantes de diversas cidades da região, vistos os milagres que fazia. Cada uma queria para si o corpo daquele santo solitário; por fim, os habitantes do lugar mais povoado e o mais forte tornaram para si o corpo; depositaram-no em um templo construído especialmente para ele, e dedicado à sua memória. O santuário não tardou em transformar-se em local de peregrinação para os fiéis vindas de todas as regiões. No ano de 452, o Imperador Marciano mandou construir, para os discípulos deste santo, os monges maronitas, um grande mosteiro. Este mosteiro de São Marun foi o berço da Igreja Maronita.

Como se formou a Igreja Maronita?
 
Depois do Concilio Ecumênico de Calcedônia que foi convocado em 451 e declarou que Nosso Senhor Jesus Cristo é, há um tempo, “Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem”, os monges maronitas se revelaram os mais fortes defensores desta verdadeira doutrina da Igreja. Neste momento, a importância do Mosteiro de São Marun foi se tornando cada vez maior, de modo que o seu superior logo tornou-se, num lapso relativamente curto, chefe da região ao mesmo tempo espiritual e temporal. Também a influência dos monges, discípulos de nosso Santo, sobre os fiéis, tornou-se tão grande que estes se aplicavam a imitar os monges no modo de rezar, trabalhar, comer, jejuar e repousar.

No século VII, no momento em que o mosteiro de São Marun gozava dessa proeminência e testemunhava grande influência, os árabes invadiram o Oriente Médio. Resultou que a Sé patriarcal da Igreja oficial de Antioquia ficou desocupada por quase um século, pois o patriarca se refugiou em Constantinopla, e vaga durante quase quarenta anos. Foi neste período, consideravelmente perturbado pelos acontecimentos, e enquanto a Igreja oficial de Antioquia ‘encontrava-se sem um chefe, que o poderoso mosteiro de São Marun, tendo jurisdição sobre a população das vizinhanças do convento, declarou-se independente, e formou uma verdadeira Igreja, à testa da qual encontramos, no século VIII, um patriarca: “Patriarca de Antioquia e de todo o Oriente”. Até agora, a Igreja Maronita é considerada “comunidade monástica”.

A Igreja de Antioquia foi fundada por São Pedro, chefe dos Apóstolos, antes de ir a Roma. Por isso, só o patriarca maronita tem a prerrogativa de acrescentar a seu nome o de “Pedro”, em honra de São Pedro que foi o primeiro patriarca de Antioquia. Esta Igreja Antioquia tem a honra de ter como língua litúrgica o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo, como tem a honra de ter sido a única Igreja Oriental que ficou sempre Católica Apostólica Romana, ligada ao Papa.

Em 423, após o litoral fenício-libanês ter sido cristianizado pelos Apóstolos, depois da ressurreição de Nosso Senhor, a montanha libanesa, que ficou até esta data pagã, foi evangelizada pelo discípulo de São Marun, o monge Abraão de Cyr, que foi nomeado pelos historiadores “Apóstolo do Líbano”. Batizou o povo desta região; e podemos dizer que a montanha libanesa, a partir desta data, foi cristianizada e, mesmo, “maronitizada”. É bem verdade que o Líbano, terra e povo, existia bem antes da chegada dos maronitas. Mas o Líbano atual, território e povo, não existiria, se os maronitas não estivessem lá. Pos isso que se diz muitas vezes, e com justiça, que “O Líbano e a Maronidade são duas realidades gêmeas”.
 
Isto demonstra o insistente apego dos maronitas pelas montanhas libanesas e a resistência tenaz que testemunharam ao longo dos séculos para defender o Líbano, seu país e a fortaleza de sua fé, sua identidade, e sua liberdade. O centro desta Igreja está no Líbano onde fica a Residência do Patriarcado Maronita. Nesta TERRA SANTA libanesa nasceram nossos santos CHARBEL, RAFQA e NIMATULLAH. Os três foram buscar sua espiritualidade na tradição monástica da Igreja Maronita e foram formados na Ordem Libanesa Maronita que encarnou esta espiritualidade.
 

Oração para São Marun

Ó Deus, que suscitastes São Marun e fizestes dele um modelo de virtudes, concedei-nos, pela sua intercessão: compreender a nossa vocação cristã para uma vida de fé inabalável, de esperança firme e de amor perfeito; seguir pelo caminho da perfeição cristã e salvação; e chegar, por uma vida de oração e contemplação, às alegrias de Vosso Reino. Por Nosso Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo! Amém. Pai Nosso…Ave Maria…Glória…
São Marun, rogai por nós!

 

Fonte : http://www.igrejamaronita.org.br/

NOSSA SENHORA DAS CANDEIAS 02/02

fevereiro 2, 2009

dia 02 de fevereiro

Virgem Santíssima das Candeias, vós que pelos merecimentos de vosso Filho Onipotente, tudo alcançais em benefício dos pecadores de quem sois igualmente Senhora e Mãe. Vós que não desprezais as súplicas humanas e nem a elas fechais o vosso coração compassivo e misericordioso. Iluminai-me, eu vos peço, na estrada da vida, encorajai-me e encaminhai os meus passos e as minhas orações para o verdadeiro bem.

Livrai-me de todos os perigos a que está exposta à minha fraqueza. Defendei-me de meus inimigos, como defendeste o vosso amado Filho das perseguições que sofreu sendo menino. Não consintais que eu seja atingido por ferro, fogo e nem por peste alguma, e depois de todos estes benefícios de vossa clemência nesta vida, conduzi a minha alma para a morada dos anjos, onde com Jesus Cristo, vosso Filho e Nosso Senhor, viveis e reinais, pelos séculos. Amém.

SANTA FILOMENA -PADROEIRA DO ROSÁRIO PERMANENTE

janeiro 20, 2009

Santa Filomena era filha de pais nobres e foi pretendida pelo Imperador Romano Dioclesiano, quando ainda muito jovem, para ser sua esposa; por causa de sua beleza. Como recusasse sua mão, porque havia eleito o próprio Senhor, o tirano ordenou, primeiramente, que a colocassem num cárcere e a flagelassem sangrentamente. Tendo sarado miraculosamente deste suplício, foi ordenado que ela fosse lançada ao rio Tibre com uma âncora amarrada ao pescoço.

E como a correnteza a levasse até a margem do rio, mandou Dioclesiano que a ferissem com flechadas. Com o corpo todo ferido pelas flechas, a jovem foi lançada novamente no cárcere. Entretanto, no dia seguinte, Filomena foi encontrada com o corpo sadio e sem qualquer marca de ferimento. O cruel tirano ordenou, então, que a ferissem com flechas em chamas. Estas, porém, voltaram-se contra os arqueiros, matando a muitos. Por fim, foi a heróica jovem decapitada, por ordem do Imperador.

No dia 25 de maio de 1802, os ossos de uma mulher entre treze e quinze anos foi descoberto no cemitério de Santa Priscila, nas escavações das catacumbas em Roma. Uma inscrição próxima ao túmulo dizia “A paz seja contigo, Filomena”, junto com inscrições de uma âncora, três flechas e uma palma. Próximo aos ossos foi descoberto um vaso de vidro com um depósito de sangue ressequido. Por ser costume dos primeiros mártires deixar símbolos e sinais como estes, foi facilmente determinado que Santa Filomena havia sido uma virgem mártir.

No reinado do Papa Pio VII, quando foram encontradas essas relíquias, o padre Francisco de Lúcia, da cidade de Mugnano dele Cardinale (Itália), desejou levar as relíquias de um santo para sua paróquia e foi à Santa Sé em Roma para solicitá-las.

Quando estava na Capela do Tesouro (onde ficavam as sagradas relíquias), dentre tantas apenas três possuíam nomes: um adulto, uma criança e Santa Filomena. Quando ajoelhou-se diante das relíquias de Santa Filomena, sentiu-se possuído de uma alegria espiritual jamais experimentada. Sentiu também um incontrolável desejo de levar aquelas Sagradas Relíquias para sua igreja em Mugnano.

Terminada essa visita, dirigiu-se ao Sr. Bispo de Potenza e ficou sabendo então que precisaria de uma graça muito especial, ou talvez um milagre. Não havia precedentes de a Santa Sé haver confiado tão preciosos tesouros à guarda de um simples sacerdote. E nesse caso seria praticamente impossível, por se tratar das relíquias de uma virgem mártir cujo nome era conhecido.

Tendo caído gravemente enfermo, padre Francisco recoreu ao auxílio de Santa Filomena, prometendo tomá-la como especial Padroeira e levar suas relíquias para Mugnano, caso obtivesse autorização para tanto. Curado milagrosamente, retornou então à Santa Sé narrando a graça alcançada e obteve o pedido, levando triunfalmente as relíquias para sua paróquia. Assim que lá chegou começaram a acontecer tantos milagres que ia gente de toda a Itália e Europa a pedir e agradecer graças alcançadas.

Sua popularidade logo se espalhou, sendo seus mais memoráveis devotos São João Vianney, Santa Madalena Sofia Barat, São Pedro Eymard, e São Pedro Chanel.

Em 1802 foram encontrados nas catacumbas os seus restos mortais, que em 1805 foram levados para Mugnano onde Deus, por maravilhosos sinais, providenciou que fossem honrados de tal modo que, desde então, Santa Filomena fosse venerada pelo povo fiel.

Oração diária

Grande Taumaturga do Século XIX
Padroeira do Rosário Vivo
Padroeira dos Filhos de Maria
– festa: 10 de agosto –

Virgem fiel e iustre Mártir Santa Filomena, rejubilo-me com a vossa glória, e exulto de alegria ao ver quanto Deus vos glorificou, principalmente com os milagres em favor dos pobrezinhos e das almas simples. Rogo à divina Majestade que se digne fazer conhecer sempre mais o vosso nome, manifestar o vosso poder, e multiplicar os vossos servos.

Ó boa e cara Santa Filomena, eis-me a vossos pés, cheio de misérias, mas cheio também de confiança; volto-me para a vossa caridade: abençoai-me, assisti-me em todas as necessidades, não me abandoneis jamais.

Oh! grande e amável Santa, protegei-me contra os inimigos da minha salvação, e rogai sempre ao Senhor Jesus, a fim de que Ele me conceda a graça de servi-lo neste mundo e possuí-lo depois na eternidade. Assim seja.

Pai Nosso… Ave Maria…
Santa Filomena, rogai por nós!
(3 vezes)

Saudação a Santa Filomena

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos justos, para que se conservem em sua justiça e cresçam diariamente de virtude em virtude.
Creio em Deus Pai…

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos pecadores, para que se convertam e vivam a vida da graça.
Creio em Deus Pai…

Saúdo-vos, Filomena, Virgem e Mártir de Jesus Cristo, e peço-vos oreis a Deus pelos heréticos e infiéis, para que venham à verdadeira Igreja e sirvam ao Senhor em espírito e verdade.
Creio em Deus Pai…

Glória ao Pai… (3 vezes, à Santíssima Trindade, em ação de graças pelos favores concedidos a tão ilustre Virgem Mártir heroína do Evangelho)

Uma Salve Rainha (à Virgem das Dores, para agradecer-lhe a suprema fortaleza que lhe alcançou nos seus múltiplos e cruéis martírios).

 

O Cordão de Santa Filomena

São João Batista Maria Vianney, o Cura d’Ars, foi o maior difusor do uso do Cordão de Santa Filomena. O Papa Leão XIII aprovou o uso do Cordão em 1893 e concedeu indulgências a todos os que o usarem e rezarem esta oração:

Ó Santa Filomena, Virgem e Mártir, rogai por nós para que, por meio de vossa poderosa intercessão, possamos obter a pureza de alma e de coração, que conduz ao perfeito amor de Deus.

Para lucrar as indulgências plenárias com o Cordão é preciso confessar-se, comungar, e visitar alguma igreja ou um doente, rezando pelas intenções do Papa.

Qualquer pessoa pode fazer o Cordão de Santa Filomena, que deve ser feito (crochê) com fios de linho ou lã ou de algodão. Pode-se comprar novelos já entrelaçados. Em suas extremidades, de um lado, o Cordão tem dois nós, e na outra 3 nós, simbolizando a Santíssima Trindade e as Chagas de Nosso Senhor Jesus Cristo. Os fios devem ter quantidades mais ou menos iguais em cores branco e vermelho. O branco simboliza a virgindade de Santa Filomena, e o vermelho seu martírio.

A faculdade para benzer os cordões de Santa Filomena foi dada aos Padres de São Vicente de Paulo, mas atualmente qualquer padre pode benzê-lo validamente. A oração oficial da bênção do Cordão é:

S- “Senhor Jesus, concedei que todos os que usem este cordão mereçam ser preservados de qualquer perigo e recebam a saúde da alma e do corpo.”

O cordão deve ser usado na cintura, sob a roupa, e se possível não ser retirado. Se não for possível usá-lo na cintura, pode-se usá-lo no braço ou na perna.


O Óleo de Santa Filomena

Esse óleo milagroso é retirado de qualquer lamparina que esteja iluminando uma imagem ou estampa de Santa Filomena, para passar no local da enfermidade.

LADAINHA DE SANTA FILOMENA

(composta pelo Cura d’Ars, São João Batista Maria Vianney)

Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Pai Celeste, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho de Deus, Redentor do Mundo, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Santa Maria, Rainha das Virgens, rogai por nós.

Santa Filomena, cheia de abundantes graças desde o berço, rogai por nós.
Santa Filomena, fiel imitadora de Maria, rogai por nós.
Santa Filomena, modelo das Virgens, rogai por nós.
Santa Filomena, templo da perfeita humildade, rogai por nós.
Santa Filomena, abrasada no zelo da glória de Deus, rogai por nós.
Santa Filomena, vítima do amor de Jesus, rogai por nós.
Santa Filomena, exemplo de força e de perseverança, rogai por nós.
Santa Filomena, espelho das mais heróicas virtudes, rogai por nós.
Santa Filomena, firme e intrépida em face dos tormentos, rogai por nós.
Santa Filomena, flagelada como o vosso Divino Esposo, rogai por nós.
Santa Filomena, que preferistes as humilhações da morte aos esplendores do trono, rogai por nós.
Santa Filomena, que convertestes as testemunhas do vosso martírio, rogai por nós.
Santa Filomena, que cansastes o furor dos algozes, rogai por nós.
Santa Filomena, protetora dos inocentes, rogai por nós.
Santa Filomena, padroeira da juventude, rogai por nós.
Santa Filomena, asilo dos desgraçados, rogai por nós.
Santa Filomena, saúde dos doentes e enfermos, rogai por nós.
Santa Filomena, nova luz da Igreja peregrinante, rogai por nós.
Santa Filomena, que confundia a impiedade do século, rogai por nós.
Santa Filomena, cujo nome é glorioso no Céu e formidável para o inferno, rogai por nós.
Santa Filomena, ilustre pelos mais esplêndidos milagres, rogai por nós.
Santa Filomena, poderosa junto de Deus, rogai por nós.
Santa Filomena, que reinais na glória, rogai por nós.

Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós.

Rogai por nós, Santa Filomena,
para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oração
Nós Vos suplicamos, Senhor, que nos concedais o perdão dos nossos pecados pela interecessão de Santa Filomena, Virgem Mártir, que foi sempre agradável aos vossos olhos pela sua eminente castidade e exercício de todas as virtudes.

Santa Filomena, rogai por nós. (3 vezes)

COROINHA DE SANTA FILOMENA

A Coroinha de Santa Filomena é um pequeno rosário formado por contas brancas e vermelhas. Reza-se assim:

1 Credo… (na medalha)
3 Pai-Nossos (nas contas brancas) em honra da Santíssima Trindade, por cuja glória Santa Filomena deu a vida.
13 Ave-Marias (nas contas vermelhas) em louvor dos 13 anos em que viveu na terra a Virgem Mártir.
A cada Ave-Maria acrescenta-se a jaculatória:

Santa Filomena, pelo sangue que derramastes por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço.

ou:

Santa Filomena, pelo Vosso amor por Jesus e Maria, rogai por nós.

Termina-se a coroinha na medalha triangular, com uma oração a Santa Filomena:

Ó gloriosa Princesa da Corte Celestial, Santa Filomena, prostrado diante de vós, rememorando as vossas virtudes e prodígios, minha alma engrandece ao Senhor que operou em vós tamanha maravilha de santidade.
Querida Protetora, vinde em meu auxílio para conduzir-me pelos caminhos da virtude, para ser minha fortaleza em face do inimigo infernal, para me trazer do Coração de Jesus a riqueza dos auxílios divinos que são pra este devoto a saúde, a paz do coração, a solução de minhas dificuldades, o bem-estar de minha família e o consolo em toda tribulação.
Milagrosa Santa Filomena, em Vós confio! Amém.

(também se reza a Ladainha e uma Salve Rainha)

Aprovada
+ Delfim, Bispo Diocesano
Leopoldina, 8-3-1960

FONTE: http://rosariopermanente.leiame.net/devocoes/stafilomena/stafilomena-oracoes.html

 

SANTA FILOMENA TODO DIA 10 DE CADA MES AS 17 HORAS EM CAMPINAS SP
Já em dezembro de 2011 a SANTA MISSA EM LOUVOUR A SANTA FILOMENA
será realizada na Paróquia SÃO CHARBEL.
 

Local:Paróquia São Charbel em Campinas
Pároco: SLEIMAN EID  OLM, Pe. SALOMÃO

Av. José Bonifácio, 1428 – Jardim Flamboyant

Campinas – SP

 

As 15 horas temos no mesmo dia o grupo de oração:
terço da ROSA MYSTICA e SANTAS CHAGAS DE JESUS CRISTO e CORAÇÃO ACOLHEDOR DE JESUS.
Após o grupo as 17 horas MISSA EM LOUVOR A SANTA FILOMENA.
 
Nas missas são distribuídos os cordãos, orações, bem como é realizada a benção do óleo.
Paróquia Nossa Senhora da Cabeça
Rua Tabatinguera, 104 (perto da Catedral da Sé)
Missas dia 10 às 16h30, com distribuição de cordões, novenas e óleo bento
» Quando dia 10 é domingo, a missa é celebrada na igreja Nossa Senhora do Carmo
Igreja São Marcos
Rua Itá, s/nº – Pedra Branca (próximo ao Horto Florestal)- zona norte de São Paulo
fone: (011) 2231-2328
Fazem a devoção a Santa Filomena todo dia 10; quando cai durante a semana, às 19h30 e quando cai aos domingos, às 8 horas.
Paróquia Nossa Senhora Aparecida e São Matias
Rua Saint Gall, 412 – Lauzane Paulista (próximo ao Supermercado Bergamais) – zona norte de São Paulo
fone: (011) 2231-1793
Fazem a devoção a Santa Filomena todo dia 10, às 19 horas.