Archive for novembro \30\UTC 2009

Papa abre o Advento e pede menos preocupação com a carreira e posição social

novembro 30, 2009

O Papa Bento XVI abriu neste sábado o período do Advento e aproveitou para exortar os fieis a não se preocuparem tanto com a carreira ou a posição social para evitar assim uma vida vazia de sentido. “O homem quando é uma criança quer crescer; quando se torna adulto, aspira a realização e o sucesso. Depois chega a hora em que descobre que esperou muito pouco, principalmente se já não resta nada a esperar além da profissão ou da posição social. Se não preencher o tempo com um presente rico em sentido, a espera pode ser insuportável”, afirmou em sua homilia. O Advento é o período de quatro semanas que antecede o Natal. Representa para os católicos o período de preparação para a chegada do Cristo, ou seja, seu nascimento.

 

Bento XVI pede alegria no Advento

novembro 30, 2009

Celebração no Vaticano assinalou o início do tempo litúrgico para a preparação do Natal

Bento XVI presidiu este Sábado à celebração das primeiras Vésperas do I Domingo do Advento, considerando que o tempo litúrgico de preparação para o Natal é de alegria interiorizada.

A homilia do Papa concentrou-se no sentido da palavra “vinda” (em latim, “adventus”), contida no Leitura breve proclamada, extraída da I Carta aos Tessalonicenses, em que o apóstolo Paulo nos convida a preparar a “vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.

Classificando o Advento como “tempo da presença e da expectativa do eterno”, Bento XVI observou que precisamente por isso é, de modo especial, tempo de alegria.

O Papa fez notar que no mundo antigo, advento era o termo técnico para indicar a chegada de um funcionário, ou a visita de um rei ou imperador. Podia indicar também a vinda de uma divindade, que sai do escondimento para manifestar a sua potência, ou que é celebrada no culto. Usando esta palavra desde o início da historia da Igreja , os cristãos queriam substancialmente dizer: “Deus está aqui, não se retirou do mundo, não nos deixou sós. Embora não o possamos ver e tocar, como acontece com as realidades sensíveis, Ele está aqui e vem visitar-nos de múltiplos modos”.

Para Bento XVI, a expressão “advento” inclui também a ideia de “visita”, visita de Deus, que “entra na minha vida e quer dirigir-se a mim”.

“Outro elemento fundamental do Advento – observou ainda o Papa – é a espera, expectativa, que é ao mesmo tempo ‘esperança’. O Advento estimula-nos a captar o sentido do tempo e da história como ‘kairós’, como ocasião favorável para a nossa salvação”. “O homem, na sua vida, está permanentemente em expectativa, à espera: quando é criança, quer crescer; como adulto, tende à realização e ao sucesso; avançando na idade, aspira a um merecido repouso. Mas chega um momento em que descobre que esperou demasiado pouco de si mesmo; para além da profissão e da posição social, nada lhe resta para esperar”.

“A esperança marca o caminho da humanidade. Mas, para os cristãos, a esperança encontra-se animada por uma certeza: que o Senhor está presente no fluir da nossa vida, Ele acompanha-nos e um dia enxugará as nossas lágrimas. Um dia, não muito distante, tudo encontrará o seu cumprimento, no Reino de Deus, Reino de justiça e de paz”, prosseguiur.

Bento XVI convidou os fiéis a “viver intensamente o presente”, com os dons do Senhor que comporta, “projectados para o futuro, um futuro denso de esperança”. “Se Jesus está presente, já não existe qualquer momento privado de sentido, ou vazio. Se Ele está presente, podemos continuar a esperar mesmo quando os outros já não são capazes de nos ajudar, mesmo quando o presente se torna difícil, árduo”.

“O Advento – concluiu Bento XVI – é o tempo da presença e da expectativa do eterno. Precisamente por esta razão é, de modo particular, o tempo da alegria, de uma alegria interiorizada, que nenhum sofrimento pode anular. A alegria pelo facto de que Deus se fez menino. É esta alegria, invisivelmente presente em nós, que nos encoraja a caminhar confiantes”.

 

FONTE : http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=76391

TEMPO DO ADVENTO

novembro 29, 2009

ORIGEM

A primeira referência ao “Tempo do Advento” é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragossa prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V.

Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.

No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecumenos para o batismo na festa da Epifania.

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só mais tarde é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológica.

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.

Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamada “Antífonas do Ó“.

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo.

Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).

O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no “dia do Senhor”, no final dos tempos.

O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a “perder” a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é “Marana tha”! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.

O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que “preparemos o caminho do Senhor” nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.

No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n’Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.

Os paramentos litúrgicos(casula, estola, dalmática, pluvial, cíngulo, etc) são de cor roxa, bem como o véu que recobre o ambão, a bolsa do corporal e o véu do cálice; como sinal de recolhimento e conversão em preparação para a festa do Natal. A única exceção é o terceiro domingo do Advento, Domingo Gaudete ou da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima. Também os altares são ornados com rosas cor-de-rosa. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra do intróito deste dia, que é tirado da segunda leitura que diz: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto”(Fl 4, 4). Também é chamado “Domingo mediano”, por marcar a metade do Tempo do Advento, tendo anologia com o quarto domingo do Tempo da Quaresma, chamado Laetare.

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser, colocada ao lado do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

As figuras do advento

 Isaías

Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 – 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.

As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Ele que no capítulo 7 do seu livro já anucia a vinda do Senhor

 João Batista

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, “mais que um profeta”, “o maior entre os que nasceram de mulher”, o mensageiro que veio diante d’Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 – 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

José

Nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de “Filho de Davi”.

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

 

A coroa de advento

Origem: A Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição pagã européia. No inverno, se acendiam algumas velas que representavam ao “fogo do deus sol” com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus próprios costumes para anunciar-lhes a fé. Assim, a coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:

A forma circular

O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma idéia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

As ramas verdes

Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta.

 As quatro velas

As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

As cores das velas do Advento são  Roxa, Vermelha, Branca e verde.

AS QUATRO VELAS

Rito – Na celebração eucarística, um pequeno rito pode ser colocado no início da celebração, liturgia da palavra ou qualquer outro momento conforme o designar o celebrante. O acender das velas, normalmente é aberto com a bênção das velas, canto e oração própria.  Seria também muito próprio fazer, em nossas casas,  uma breve oração e acendimento das velas nos Domingos que antecedem o natal.

1º Domingo do Advento – Acende-se a  PRIMEIRA VELA

  A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal,  onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a  humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva. A cor roxa nos recorda  nossa atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.

Oração:

A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da  alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

 

2º Domingo do Advento – Acende-se a  SEGUNDA VELA

A segunda vela acesa nos convida ao desejo de conversão, arrependimento dos nossos pecados e também o compromisso de prepararmos, assim como São João Batista, o caminho do Senhor que virá.  Esta vela lembra ainda a fé dos patriarcas e de São João Batista, que anuncia a salvação para todos os povos.

Oração:

A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da  alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

3º Domingo do Advento – Acende-se a  TERCEIRA VELA (Rosa)

A terceira vela acesa nos convida à alegria e ao júbilo pela aproximação da chegada de Jesus.  A cor litúrgica de hoje, o rosa,  indica justamente o Domingo da Alegria, ou o Domingo Gaudette,  onde transborda nosso coração de alegria pela proximidade da chegada do Senhor. Esta vela lembra ainda a alegria celebrada pelo rei Davi e sua promessa que, agora, está se cumprindo em Maria.

Oração:

Alegrai-vos sempre no Senhor! De novo vos digo: Alegrai-vos! O Senhor está perto”

4º Domingo do Advento – Acende-se a  QUARTA VELA

  A quarta vela marca os passos de preparação para acolher o Salvador,  nossa expectativa da chegada definitiva da Luz ao mundo. Simboliza ainda nossa fé em Jesus Cristo, que ilumina todo homem que vêm a este mundo e  também os ensinamentos dos profetas, que anunciaram a chegada do Salvador.  

Oração:

Céus, deixai cair o orvalho, nuvens, chovei o justo;  abra-se a terra, e brote o Salvador!

 

NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS 27/11 NOVENA

novembro 27, 2009

Em uma tarde de sábado, no dia 27 de novembro de 1830, na capela das Irmãs Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, Santa Catarina Labouré teve uma visão de Nossa Senhora. A Virgem Santíssima estava de pé sobre um globo, segurando com as duas mãos um outro globo menor, sobre o qual aparecia uma cruzinha de ouro. Dos dedos das suas mãos, que de repente encheram-se de anéis com pedras preciosas, partiam raios luminosos em todas as direções e, num gesto de súplica, Nossa Senhora oferecia o globo ao Senhor. Santa Catarina Labouré relatou assim sua visão: “A Virgem Santíssima baixou para mim os olhos e me disse no íntimo de meu coração: ‘Este globo que vês representa o mundo inteiro (…) e cada pessoa em particular. Eis o símbolo das graças que derramo sobre as pessoas que as pedem.’ Desapareceu, então, o globo que tinha nas mãos e, como se estas não pudessem já com o peso das graças, inclinaram-se para a terra em atitude amorosa. Formou-se em volta da Santíssima Virgem um quadro oval, no qual em letras de ouro se liam estas palavras que cercavam a mesma Senhora: Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós. Ouvi, então, uma voz que me dizia: ‘Faça cunhar uma medalha por este modelo; todas as pessoas que a trouxerem receberão grandes graças, sobretudo se a trouxerem no pescoço; as graças serão abundantes, especialmente para aqueles que a usarem com confiança.’ ” Então o quadro se virou, e no verso apareceu a letra M, monograma de Maria, com uma cruz em cima, tendo um terço na base; por baixo da letra M estavam os corações de Jesus e sua Mãe Santíssima. O primeiro cercado por uma coroa de espinhos, e o segundo atravessado por uma espada. Contornando o quadro havia uma coroa de doze estrelas. A mesma visão se repetiu várias vezes, sobre o sacrário do altar-mor; ali aparecia Nossa Senhora, sempre com as mãos cheias de graças, estendidas para a terra, e a invocação já referida a envolvê-la. O Arcebispo de Paris, Dom Quelen, autorizou a cunhagem da medalha e instaurou um inquérito oficial sobre a origem e os efeitos da medalha, a que a piedade do povo deu o nome de Medalha Milagrosa, ou Medalha de Nossa Senhora das Graças. A conclusão do inquérito foi a seguinte: “A rápida propagação, o grande número de medalhas cunhadas e distribuídas, os admiráveis benefícios e graças singulares obtidos, parecem sinais do céu que confirmam a realidade das aparições, a verdade das narrativas da vidente e a difusão da Medalha”. Nossa Senhora da Medalha Milagrosa é a mesma Nossa Senhora das Graças, por ter Santa Catarina Labouré ouvido, no princípio da visão, as palavras: “Estes raios são o símbolo das Graças que Maria Santíssima alcança para os homens.”

Ó Imaculada Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe, ao contemplar-vos de braços abertos derramando graças sobre os que vo-las pedem, cheios de confiança na vossa poderosa intercessão, inúmeras vezes manifestada pela Medalha Milagrosa, embora reconhecendo a nossa indignidade por causa de nossas inúmeras culpas, acercamo-nos de vossos pés para vos expôr, durante esta oração, as nossas mais prementes necessidades (momento de silêncio e de pedir a graça desejada).

ORAÇÃO

     Concedei, pois, ó Virgem da Medalha Milagrosa, este favor que confiantes vos solicitamos, para maior Glória de Deus, engrandecimento do vosso nome, e o bem de nossas almas. E para melhor servirmos ao vosso Divino Filho, inspirai-nos profundo ódio ao pecado e dai-nos coragem de nos afirmar sempre como verdadeiros cristãos. Amém.

 Rezar 3 Ave Marias. Depois: Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós.

 

Novena da medalha milagrosa:

Reza-se a novena em qualquer época do ano e muito especialmente de 18 a26 de novembro em preparação para a Grande Festa no dia 27 de novembro

Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós

Novena da Medalha Milagrosa

Sinal da cruz / Ato de contrição

Senhor meu, Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, Criador e Redentor meu. Por serdes Vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, por Vos ter ofendido, e pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno. Mas proponho firmemente, com o auxílio de Vossa divina graça e pela poderosa intercessão de Vossa Mãe Santíssima, emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Espero alcançar o perdão de minhas culpas, por Vossa infinita misericórdia. Assim seja.

 

Rezar três vezes: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

1º dia – Primeira aparição

 

Contemplemos a Virgem Imaculada em sua primeira aparição a Santa Catarina Labouré. A piedosa noviça, guiada por seu Anjo da Guarda, é apresentada à Imaculada Senhora. Consideremos sua inefável alegria. Seremos também felizes como Santa Catarina se trabalharmos com ardor na nossa santificação. Gozaremos as delicias do Paraíso se nos privarmo s dos gozos terrenos.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Oração final

 

Santíssima Virgem, eu reconheço e confesso vossa Santa e Imaculada Conceição, pura e sem mancha. Ó puríssima Virgem Maria, por vossa Conceição Imaculada e gloriosa prerrogativa de Mãe de Deus, alcançai-me de vosso amado Filho a humildade, a caridade, a obediência, a castidade, a santa pureza de coração, de corpo e espírito, a perseverança na prática do bem, uma santa vida, uma boa morte e a graça de (pede-se uma graça), que peço com toda a confiança. Amém.

 

2º dia – Lágrimas de Maria

 

Contemplemos Maria chorando sobre as calamidades que viriam sobre o mundo, pensando que o Coração de seu filho seria ultrajado na cruz, escarnecido e seus filhos prediletos perseguidos. Confiemos na Virgem compassiva e também participaremos do fruto de suas lágrimas.

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

3º dia – Proteção de Maria

 

Contemplemos Nossa Imaculada Mãe dizendo em suas aparições a Santa Catarina: “Eu mesma estarei convosco: não vos perco de vista e vos concederei abundantes graças.” Sede para mim, Virgem Imaculada, o escudo e a defesa em todas as necessidades.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

4º dia – Segunda aparição

 

Estando Santa Catarina Labouré em oração, a 27 de novembro de 1830, apareceu-lhe a Virgem Maria, formosíssima, esmagando a cabeça da serpente infernal. Nessa aparição vemos seu desejo imenso de nos proteger sempre contra o inimigo de nossa salvação. Invoquemos a Imaculada Mãe com confiança e amor!

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

5º dia – As mãos de Maria

 

Contemplemos hoje Maria desprendendo de suas mãos raios luminosos. Esses raios, disse Ela, são a figura das graças “que derramo sobre todos aqueles que mas pedem e aos que trazem com fé a minha medalha”. Não desperdicemos tantas graças! Peçamos com fervor, humildade e perseverança e Maria Imaculada no-las alcançará.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

6º dia – Terceira aparição

 

Contemplemos Maria aparecendo a Santa Catarina, radiante de luz, cheia de bondade, rodeada de estrelas, mandando cunhar uma medalha e prometendo muitas graças a todos que a trouxerem com devoção e amor. Guardemos fervorosamente a Santa Medalha, e como um escudo nos protegerá dos perigos.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

7º dia

 

Ó Virgem Milagrosa, Rainha Excelsa Imaculada Senhora, sede minha advogada, meu refúgio e asilo nesta Terra, minha fortaleza e defesa na vida e na morte, meu consolo e minha glória no Céu. Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

8º dia

 

Ó Virgem Imaculada da Medalha Milagrosa, fazei com que esses raios luminosos que irradiam de vossas mãos virginais iluminem minha inteligência para melhor conhecer o bem e abram em meu coração vivos sentimentos de fé, esperança e caridade.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

 

9º dia

 

Ó Mãe Imaculada, fazei com que a cruz de vossa medalha brilhe sempre diante de meus olhos, suavize as penas da vida presente e me conduza à vida eterna.

 

Rezar três ave-Marias, seguida cada uma da invocação: “Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós!”

 

Rezar a oração final

Festa de Cristo Rei último domingo do ano litúrgico

novembro 22, 2009

Festa de Cristo Rei  último domingo do ano litúrgico

Durante o anúncio do Reino, Jesus nos mostra o que este significa para nós como Salvação, Revelação e Reconciliação ante a mentira mortal do pecado que existe no mundo. Jesus responde a Pilatos quando pergunta se na verdade Ele é o Rei dos judeus: “Meu Reino não é deste mundo. Se meu Reino fosse deste mundo, meus súditos teriam combatido para que não fosse entregue aos judeus. Mas meu Reino não é daqui” (Jo 18, 36). Jesus não é o Rei de um mundo de medo, mentira e pecado, Ele é o Rei do Reino de Deus que traz e que nos conduz.

Com o objetivo de que os fiéis vivam estes inapreciáveis proveitos, era necessário que se propague o maximo possível o conhecimento da dignidade do Salvador, para o qual se instituiu a festividade própria e peculiar de Cristo Rei.

Desde o final do século XIX, a Igreja realizava os preparativos necessários para a instituição da festa, a qual foi finalmente designada para o último domingo do Ano Litúrgico, antes de começar o Advento.

Se Cristo Rei era honrado por todos os católicos do mundo, preveria as necessidades dos tempos presente, pondo remédio eficaz aos males que friccionam a sociedade humana, tais como a negação do Reino de Cristo; a negação do direito da Igreja baseado no direito do próprio Cristo; a impossibilidade de ensinar ao gênero humano, quer dizer, de dar leis e de dirigir os povos para conduzi-los à eterna felicidade.

Em um mundo onde prima a cultura da morte e a emergência de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador. Preparar e acelerar esta volta com a ação e com a obra seria certamente dever dos católicos; mas muitos deles parecem que não têm na chamada convivência social nem o posto nem a autoridade que é indigna lhes faltem aos que levam diante de si a tocha da verdade.

Estas desvantagens possivelmente procedam da apatia e timidez dos bons, que se abstêm de lutar ou resistem fracamente; com o qual é força que os adversários da Igreja cobram maior temeridade e audácia. Mas se os fiéis todos compreendem que devem lutar com infatigável esforço sob a bandeira de Cristo Rei, então, inflamando-se no fogo do apostolado, se dedicarão a levar a Deus de novo os rebeldes e ignorantes, e trabalharão corajosos por manter incólumes os direitos do Senhor.

 

Por que Jesus Cristo é Rei? 

Desde a antigüidade se chamou Rei a Jesus Cristo, em sentido metafórico, em razão ao supremo grau de excelência que possui e que lhe eleva entre todas as coisas criadas. Assim, diz-se que:

  • Reina nas inteligências dos homens porque Ele é a Verdade e porque os homens precisam beber Ele receber obedientemente a verdade;

  

  • Reina nas vontades dos homens, não só porque nEle a vontade humana está inteira e perfeitamente submetida à santa vontade divina, mas também porque com suas moções e inspirações influi em nossa livre vontade e a acende em nobres propósitos;

  • Reina nos corações dos homens porque, com sua elevada caridade e com sua mansidão e benignidade, faz-se amar pelas almas de maneira que jamais ninguém —entre todos os nascidos— foi nem será nunca tão amado como Cristo Jesus.

Entretanto, aprofundando no tema, é evidente que também em sentido próprio e estrito pertence a Jesus Cristo como homem o título e a potestade de Rei, já que do Pai recebeu a potestade, a honra e o reino; além disso, sendo Verbo de Deus, cuja substância é idêntica a do Pai, não pode ter pouco comum com ele o que é próprio da divindade e, portanto, possuir também como o Pai o mesmo império supremo e muito absoluto sobre todas as criaturas.

Agora bem, que Cristo é Rei o confirmam muitas passagens das Sagradas Escrituras e do Novo Testamento. Esta doutrina foi seguida pela Igreja –reino de Cristo sobre a terra- com o propósito celebrar e glorificar durante o ciclo anual da liturgia, a seu autor e fundador como a soberano Senhor e Rei dos reis.

No Antigo Testamento, por exemplo, adjudicam o título de rei a aquele que deverá nascer da estirpe do Jacó; que pelo Pai foi constituído Rei sobre o monte santo de Sião e receberá as pessoas em herança e em posse os limites da terra.

Além disso, prediz-se que seu reino não terá limites e estará enriquecido com os dons da justiça e da paz: “Florescerá em seus dias a justiça e a abundância de paz… E dominará de um mar a outro, e do um até o outro extremo do círculo da terra”.

Por último, aquelas palavras de Zacarias onde prediz o “Rei manso que, subindo sobre uma burra e seu filhote”, tinha que entrar em Jerusalém, como Justo e como Salvador, entre as aclamações das turfas, acaso não as viram realizadas e comprovadas os santos evangelistas?

No Novo Testamento, esta mesma doutrina sobre Cristo Rei se acha presente do momento da Anunciação do arcanjo Gabriel à Virgem, pelo qual ela foi advertida que daria a luz um menino a quem Deus tinha que dar o trono de Davi, e que reinaria eternamente na casa de Jacó, sem que seu reino tivesse fim jamais.

O próprio Cristo, logo, dará testemunho de sua realeza, pois ora em seu último discurso ao povo, ao falar do prêmio e das penas reservadas perpetuamente aos justos e aos maus; ora ao responder ao governador romano que publicamente lhe perguntava se era Rei; ora, finalmente, depois de sua ressurreição, ao encomendar aos apóstolos o encargo de ensinar e batizar a todas as pessoas, sempre e em toda ocasião oportuna se atribuiu o título de Rei e publicamente confirmou que é Rei, e solenemente declarou que lhe foi dado todo poder no céu e na terra.

Mas, além disso, que coisa haverá para nós mais doce e suave que o pensamento de que Cristo impera sobre nós, não só por direito de natureza, mas também por direito de conquista, adquirido a custo da redenção? Tomara que todos os homens, bastante esquecidos, recordassem quanto custamos ao nosso Salvador, já que com seu precioso sangue, como Cordeiro Imaculado e sem mancha, fomos redimidos do pecado. Não somos, pois, já nossos, posto que Cristo nos comprou por grande preço; até nossos próprios corpos são membros de Jesus Cristo.

 

Homilia do Papa João Paulo II na Paróquia Romana da SantíssimaTrindade

23 de Novembro de 1997

1. Neste domingo, que encerra o ano litúrgico, a Igreja celebra a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do universo. Escutámos no Evangelho a pergunta dirigida a Jesus por Pôncio Pilatos: «Tu és o rei dos judeus?» (Jo 18, 33). Jesus, por sua vez, responde perguntando: «Dizes isso por ti mesmo, ou foram outros que to disseram a Meu respeito?» (Jo 18, 34). E Pilatos responde: «Acaso sou eu judeu? O Teu povo e os sumos sacerdotes é que Te entregaram a mim. Que fizeste?» (Jo 18, 35).

A este ponto do diálogo, Cristo afirma: «O Meu reino não é deste mundo. Se o Meu reino fosse deste mundo, os Meus guardas lutariam para que Eu não fosse entregue às autoridades dos judeus. Mas o Meu reino não é daqui» (Jo 18, 36).

Agora tudo é claro e transparente. Perante a acusação dos sacerdotes, Jesus revela que se trata doutro tipo de realeza, uma realeza divina e espiritual. Pilatos pergunta de novo: «Então Tu és rei?» (Jo 18, 37). A este ponto Jesus, excluindo qualquer forma de interpretação errada da Sua dignidade real, indica a verdadeira: «Tu estás a dizer que Eu sou rei. Eu nasci e vim ao mundo para dar testemunho da verdade. Todo aquele que está com a verdade ouve a Minha voz» (Jo 18, 37).

Ele não é rei no sentido que pensavam os representantes do Sinédrio: com efeito, não aspira a nenhum poder político em Israel. O Seu reino, pelo contrário, ultrapassa em grande medida os confins da Palestina. Todos os que estão com a verdade ouvem a Sua voz (cf. Jo 18, 37) e reconhecem n’Ele um Rei. Eis o âmbito universal do Reino de Cristo e a sua dimensão espiritual.

2. «Dar testemunho da verdade» (Jo 18, 37). A Leitura tirada do Livro do Apocalipse diz que Jesus Cristo é «a testemunha fiel» (1, 5). Ele é testemunha fiel porque revela o mistério de Deus e anuncia o Seu Reino já presente. Ele é o primeiro servidor deste Reino. Tornando- Se «obediente até à morte, e morte de cruz!» (Fl 2, 8), Ele dará testemunho do poder do Pai sobre a criação e sobre o mundo. E o lugar do exercício desta sua realeza é a Cruz, abraçada no Gólgota. A Sua foi uma morte ignominiosa, que representa uma confirmação do anúncio evangélico do Reino de Deus. Mas aos olhos dos seus inimigos, aquela morte deveria ter sido a prova de que tudo o que Ele havia dito era falso: «Se é o Rei de Israel… desça agora da cruz, e acreditaremos n’Ele» (Mt 27, 42). Não desceu da cruz mas, como o Bom Pastor, deu a vida pelas suas ovelhas (cf. Jo 10, 11). A confirmação do Seu poder real é dada pouco depois quando, no terceiro dia, ressuscitou dos mortos, revelando-Se «o primogénito dos mortos» (Ap 1, 5).

Ele, Servo obediente, é Rei, porque tem «as chaves da Morte e do Inferno» (Ap 1, 18). E, enquanto vencedor da morte, do inferno e de satanás, é «o Príncipe dos reis da terra» (Ap 1, 5). Com efeito, todas as coisas terrenas estão sujeitas à morte. Ao contrário, Aquele que tem poder sobre a morte, abre a toda a humanidade a perspectiva da vida imortal. Ele é o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim de toda a criação (cf. Ap 1, 8), por isso todas as gerações podem repetir: Bendito o Seu reino que está a chegar (cf. Mc 11, 10).

3. Caríssimos Irmãos e Irmãs da Paróquia da Santíssima Trindade em «Castel di Lunghezza»! Sinto-me feliz por estar hoje aqui convosco para celebrar a Eucaristia, na Solenidade de Cristo Rei.

Saúdo com afecto cada um de vós aqui presentes, dirigindo um pensamento cordial ao Cardeal Vigário, ao Monsenhor Vice-Gerente e ao vosso Pároco. Pe. Bruno Sarto. Saúdo, depois, os Padres Monfortinos com os seus seminaristas, as Irmãs da Sagrada Família de Bordéus e quantos colaboram, de diversos modos, na guia e no serviço pastoral da vossa Comunidade. Por fim, saúdo todos vós, caríssimos paroquianos, dirigindo uma recordação particularmente afectuosa aos anciãos, aos doentes e às pessoas que se encontram sós.

Desejo garantir a todos os habitantes desta zona, situada nos confins do Município de Roma, que mesmo se vos encontrais fisicamente distantes da casa do Papa, me estais sempre próximos. Este vosso bairro, que surgiu como outros, sem um claro plano regulador, infelizmente ainda carece de numerosas estruturas e sobretudo de serviços sociais a favor dos anciãos, dos jovens e das crianças. Também aqui a Paróquia representa o único centro de reunião e oferece um contributo fundamental à socialização de todo o bairro. Por conseguinte, encorajo a dar continuidade ao louvável esforço que a Diocese de Roma está a realizar, a fim de dotar de estruturas adequadas aquelas zonas onde não só faltam dignos lugares de culto, mas também outros serviços. A este respeito, quereria aproveitar esta ocasião para exortar-vos, a vós e a todos os cidadãos de Roma, a apoiar de maneira generosa o projecto denominado «Cinquenta Igrejas para Roma – Ano 2000», que se propõe oferecer uma igreja a cada bairro de Roma.

4. Tenho conhecimento de que nesta zona, os filhos espirituais de S. Vicente de Paulo realizaram uma louvável obra de evangelização, sobretudo mediante as missões populares. Manifesto-lhes o meu apreço e o meu cordial reconhecimento pelo generoso empenho pastoral. Destas missões, têm necessidade ainda hoje não só as áreas agrícolas em redor de Roma, mas toda a cidade. Trata-se de as organizar de maneira renovada, que exprima a própria realidade do Povo de Deus, como «povo-em-missão». É precisamente este o empenho que a Diocese está a pôr em prática com a Missão da cidade.

No próximo domingo, ao abrir o ano dedicado ao Espírito Santo em preparação para o Grande Jubileu do Ano 2000, entregarei a cruz aos missionários e às missionárias que, nos próximos meses, visitarão as famílias e anunciarão o Evangelho nas casas desta e de todas as Paróquias romanas.

Estimados catequistas, queridos membros do Conselho paroquial, caros aderentes aos vários grupos, desejo dirigir a cada um de vós um convite particular: prossegui generosamente o vosso trabalho de evangelização, mesmo se por vezes ele se torna difícil e pouco gratificante! O Senhor está convosco e nunca abandona a sua Igreja.

Queridas famílias, exorto-vos a que nunca renuncieis viver um amor exigente que tenha, como escreve o apóstolo Paulo, as características da paciência, da benignidade e da esperança (cf. 1 Cor 13, 4.7).

A vós, queridos jovens, desejo repetir que a Igreja tem necessidade de vós, e quereria acrescentar: vós precisais da Igreja, porque a Igreja deseja unicamente fazer com que encontreis Jesus Cristo, Aquele que torna o homem livre para amar e servir.

A Igreja tem necessidade de vós para que, depois de ter conhecido a verdadeira liberdade, que só Cristo vos pode oferecer, sejais capazes de testemunhar o Evangelho junto dos vossos coetâneos com coragem, com muita criatividade, de acordo com a sensibilidade e os talentos próprios da vossa juventude. A Missão jovem, no âmbito da grande Missão da cidade, favoreça esta aproximação entre os jovens e Cristo, entre os jovens e a Igreja!

5. Caríssimos Irmãos e Irmãs! A Liturgia de hoje recorda-nos que a verdade acerca de Cristo Rei constitui o cumprimento das profecias da Antiga Aliança. O profeta Daniel anuncia a vinda do Filho do homem, ao qual foi dado «poder, glória e reino». Ele é servido por «todos os povos, nações e gentes» e o seu «poder é um poder eterno que nunca Lhe será tirado» (cf. Dn 7, 14). Sabemos bem que tudo isto encontrou o seu cumprimento perfeito em Cristo, na sua Páscoa de morte e ressurreição.

A Solenidade de Cristo Rei do universo convida-nos a repetir com fé a invocação do Pai Nosso, que o próprio Jesus ensinou: «Venha a nós o Vosso Reino». Venha a nós o Vosso Reino, ó Senhor! «Reino de verdade e de vida, reino de santidade e de graça, reino de justiça, de amor e de paz» (Prefácio).

Amém!

 

 

Apresentação de NOSSA SENHORA no templo

novembro 20, 2009

21 de Novembro

Apresentação de NOSSA SENHORA NO TEMPLO

A memória que a Igreja celebra hoje não encontra fundamentos explícitos nos Evangelhos Canônicos, mas algumas pistas no chamado proto-evangelho de Tiago, livro de Tiago, ou ainda, História do nascimento de Maria. A validade do acontecimento que lembramos possui real alicerce na Tradição que a liga à Dedicação da Igreja de Santa Maria Nova, construída em 543, perto do templo de Jerusalém.

Os manuscritos não canônicos, contam que Joaquim e Ana, por muito tempo não tinham filhos, até que nasceu Maria, cuja infância se dedicou totalmente, e livremente a Deus, impelida pelo Espírito Santo desde sua concepção imaculada. Tanto no Oriente, quanto no Ocidente observamos esta celebração mariana nascendo do meio do povo e com muita sabedoria sendo acolhida pela Liturgia Católica, por isso esta festa aparece no Missal Romano a partir de 1505, onde busca exaltar a Jesus através daquela muito bem soube isto fazer com a vida, como partilha Santo Agostinho, em um dos seus Sermões:

“Acaso não fez a vontade do Pai a Virgem Maria, que creu pela fé, pela fé concebeu, foi escolhida dentre os homens para que dela nos nascesse a salvação; criada por Cristo antes que Cristo nela fosse criado? Fez Maria totalmente a vontade do Pai e por isto mais valeu para ela ser discípula de Cristo do que mãe de Cristo; maior felicidade gozou em ser discípula do que mãe de Cristo. E assim Maria era feliz porque já antes de dar à luz o Mestre, trazia-o na mente”.

A Beata Maria do Divino Coração dedicava devoção especial à festa da Apresentação de Nossa Senhora, de modo que quis que os atos mais importantes da sua vida se realizassem neste dia.

Foi no dia 21 de novembro de 1964 que o Papa Paulo VI, na clausura da 3ª Sessão do Concílio Vaticano II, consagrou o mundo ao Coração de Maria e declarou Nossa Senhora Mãe da Igreja.

Nossa Senhora da Apresentação, rogai por nós

http://www.cancaonova.com/portal/canais/santodia/index.php?mes=11&dia=21

Oração à Nossa Senhora da Apresentação

Minha boa Mãe do Céu,
Nossa Senhora da Apresentação
que, aos três anos subistes
as escadarias do Templo
para vos consagrardes inteiramente a Deus,
praticando assim o ato de religião
o mais agradável ao Senhor,
seja-vos também agradável,
a nossa homenagem,
a nossa consagração.

Consagrastes ao Senhor,
ó Rainha do Céu,
o vosso espírito e vosso coração,
em flor de infância,
o vosso corpo e todas as potências do vosso ser
pelo sacrifício total,
o mais generoso e desinteressado,
pela mais solene imolação
que o mundo já viu,
antes da imolação do Calvário.

Nós, aqui na terra de exílio,
unimos aos espíritos celestes
que assistiram a esta augura cerimônia
que é como prelúdio de todas as vossas festas
e com eles e todos os santos
cantamos as glórias
da vossa Apresentação benditíssima.

Amém.

 

http://www.padrejuarez.com.br/nossasenhora/nossasenhora-tilulos-apresentacao.htm

ORAÇÃO DE JABEZ

novembro 16, 2009

“ A oração de Jabez é um marco na história da humanidade. Uma oração que reúne Visão, Missão e Valores. Uma oração que dá esperança, amplia horizontes e concede combustível para as almas mais aflitas e sem perspectivas. Uma oração simples com quatro pedidos diretos e uma resposta que mudou para sempre sua vida e de sua descendência. Está é a história de Jabez. Uma história que também mudará sua vida.” Bruce Wilkinson

“ Foi Jabez mais ilustre do que seus irmãos; sua mãe chamou-lhe Jabez, dizendo: Porque com dores o dei à luz. Jabez invocou o Deus de Israel, dizendo:

 Oh Deus, eu te peço que me abençoes e alargues as minhas fronteiras, que seja comigo a tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!

E Deus lhe concedeu o que tinha pedido. “

1Cronicas  4  versiculo 9-10 

16/11 SANTA GERTRUDES

novembro 16, 2009

SAUDAÇÃO 

” SALVE LÍRIO BRANCO DA SANTÍSSIMA TRINDADE,ROSA BRILHANTE QUE EMBELEZA O CÉU”

 

 

 

N. SENHORA APARECEU A SANTA GERTRUDES NA FORMA DE UM MAGNÍFICO LÍRIO DE GRANDE BRANCURA.ESTE LÍRIO CONSTAVA DE 3 FOLHAS,DAS QUAIS UMA SE ERGUE PARA CIMA NO CENTRO,E AS OUTRAS DUAS SE INCLINAVAM UMA PARA CADA LADO.STA GERTRUDES COMPREENDEU,POR ESTA VISÃO, QUE A GLORIOSA MÃE DE DEUS É CHAMADA COM MUITA RAZÃO “O LÍRIO BRANCO DA TRINDADE”,POIS PARTICIPOU MAIS DO QUE NINGUÉM DAS VIRTUDES DIVINAS,AS QUAIS JAMAIS MANCHOU COM MENOR PÓ DE PECADO. 

A FOLHA ERGUIDA PARA CIMA REPRESENTAVA A ONIPOTÊNCIA DO PAI,E AS DUAS INCLINADAS SIGNIFICAVAM A SABEDORIA DO FILHO E A BONDADE DO ESPÍRITO SANTO,VIRTUDES AS QUAIS A SANTÍSSIMA VIRGEM POSSUIU EM GRAU EMINENTE.
DEPOIS DISSO,A MÃE DE MISERICÓRDIA FEZ-LHE UMA IMPORTANTÍSSIMA PROMESSA QUE TODOS PODEM ALCANÇAR FACILMENTE.POIS GARANTIU-LHE QUE TODO AQUELE Q A PROCLAMASSE

” SALVE LÍRIO BRANCO DA SANTÍSSIMA TRINDADE,ROSA BRILHANTE QUE EMBELEZA O CÉU”

EXPERIMENTARIA:

 

1-O PODER QUE A ONIPOTÊNCIA DO PAI LHE COMUNICOU COMO A MÃE DE DEUS;
2-ADMIRARIA AS ENGENHOSAS MISERICÓRDIAS QUE A SABEDORIA DO FILHO LHE INSPIRA PARA A SALVAÇÃO DOS HOMENS;


3-CONTEMPLARIA ,FINALMENTE A ARDENTE CARIDADE ACESA EM SEU CORAÇÃO PELO ESPÍRITO SANTO;


4-“MOSTRAR-ME-EI A ELE NA HORA DE SUA MORTE,-DISSE A VIRGEM- COM O BRILHO DE UMA BELEZA TÃO GRANDE QUE MINHA APARIÇÃO LHE CONSOLARÁ E LHE COMUNICARÁ AS ALEGRIAS CELESTIAIS”


ANIMADOS POR TÃO grande PROMESSA,ACOSTUMEM-NOS A SAÚDA-LA DIARIAMENTE SOBRETUDO AO ACORDAR E AO DEITAR,NOS MOMENTOS DE PERIGO E NOS MOMENTOS DE ALEGRIA

SALVE LÍRIO BRANCO DA TRINDADE,ROSA BRILHANTE QUE EMBELEZA O CÉU!!!!!!!! 

 

Oração de santa gertrudes pelas almas do purgatório. “(Jesus prometeu a santa gertrudes que salvaria mil almas do purgatório todos os dias, por cada pessoa que rezar, com fervor, esta oração.)”

ORAÇÃO LIBERTA 1000 ALMAS DO PURGATÓRIO


Eterno pai, ofereço o preciosíssimo Sanque de Vosso divino Filho Jesus, em união com todas as missas que hoje são celebradas em todo o mundo, por todas as Santas almas do purgatório, pelos pecadores de todos os lugares, pelos pecadores de toda a Igreja, pelos de minha casa e meus vizinhos.
Amém.
 

08/11 NOSSA SENHORA DAS LAGRIMAS

novembro 12, 2009

NOSSA SENHORA DAS LAGRIMAS

“Minha filha, o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo.”
(08/11/1929)Um fato maravilhoso, amplamente divulgado na Alemanha e nos EUA, permanecia quase esquecido aqui no Brasil, onde aconteceu há 70 anos. Autorizado pelo Bispo Diocesano desde o início, foi acrescido de novo Imprimatur em cada país em que se difundiu.

Foi em Campinas, SP, que Jesus manifestou, a uma missionária, a Sua Infinita Misericórdia. Ele oferecia abundância de graças aos que fizessem seus pedidos através das lágrimas de Sua Santa Mãe.

Pela Irmã Amália, a freira privilegiada, conhecemos esta dádiva de Jesus, que prometeu que nenhuma graça seria negada se fosse pedida pelas lágrimas de Maria Santíssima.

SITE
http://aparicoes.leiame.net/brasil/nsralagrimas.html

PEDIDOS DE ORAÇÃO

http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=8804267&tid=2449012022450603946

PARTICIPEM TAMBEM DA COMUNIDADE DO ROSÁRIO PERMANENTE

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=2550160

TERÇO DAS LÁGRIMAS

Nossa Senhora das Lágrimas
“Minha filha, o que os homens Me pedem pelas lágrimas de Minha Mãe, Eu amorosamente concedo.”

“Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores, especialmente dos possuídos pelo demônio.”

O Rosário das Lágrimas tem 49 pequenas contas brancas divididas em 7 partes. Semelhante ao Rosário das Sete Dores de Maria, tem, no lugar da Cruz, a medalha de Nossa Senhora das Lágrimas.
Esse Rosário ou Coroa foi revelado a uma religiosa em Campinas-SP, no início da década de 30, e tem aprovação eclesiástica.

Oração Inicial:

Eis-nos aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecer as Lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão para que, realizando a Vossa Santíssima Vontade na terra, possamos um dia, nos céus, Vos louvar por toda a eternidade. Amém.

Nas contas maiores:

Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra… E que mais Vos ama nos céus.

Nas contas menores:

Meu Jesus, ouvi os nossos rogos.
Pelas lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.

No final:

Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na terra… E que mais Vos ama nos céus. (3 vezes)

Oração Final:

Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos pedidos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso divino Filho, a quem nos dirigimos, em nome das Vossas Lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa eterna. Amém.

Jaculatórias:

Coração de Jesus Crucificado, Fonte de amor e de perdão! Por Vossa mansidão divina renovai a face da terra e reinai em nossos corações.

Ó Virgem dolorosíssima! As Vossas lágrimas derrubaram o império infernal.

MANOPELLO

novembro 4, 2009

VISITA NEL SANTUARIO DI MANOPPELLO

Il Volto Santo di Manoppello spiegato da P Germano

 

 Durante as comemorações da Páscoa, os nossos pensamentos podem ser facilmente levado para o Sudário de Turim, no invólucro de linho misterioso que, segundo a tradição, teria envolvido o corpo de Jesus ‘.
Um dos fatos inexplicáveis sobre o Sudário de Turim é que nós simplesmente não sabemos como a imagem de que o corpo tendo todos os sinais da Paixão ficou impressionado sobre o pano: não foi pintado, porque não há vestígios de pintura sobre o tema; nem foi desenhada ou impressa de forma alguma, finalmente, a imagem não foi queimado-desenhada. 
O Sudário, no entanto, não é apenas o pano que pretende ter tocado o nosso corpo Salvador. O Evangelho de João, de fato, menciona dois panos: “Então Simão Pedro veio  e entrou no túmulo.  Ele viu os panos de linho ali, eo pano que não tinha sido na cabeça de Jesus estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte. ” (Jn 20: 6-7) Assim, João clara distinção entre este pano cara menor, o sudário (pano de suor) e os maiores de linho que tinha enrolado o corpo.
 
Qual é o pano de verdade? Enquanto o Sudário de Turim é quase universalmente considerado como o maior de linho, duas toalhas pequenas (sudaria) fazem reivindicações rivais para representar o pano menor face. 
Um desses sudaria tem sido mantida na Catedral de Oviedo, na Espanha.  Este pano mede aproximadamente 33 cm x 21 in, mas não há nenhuma imagem nela.  Apenas as manchas são visíveis a olho nu.  O Sudário outra é de uma qualidade totalmente diferente, e será o tema deste artigo.  Este véu mais delicada e preciosa é mantida na igreja dos Capuchinhos em Manopello, perto de Pescara, na região de Abruzzo da Itália central, e é conhecido como o Santo Volto (Sagrada Face), porque ele tem uma imagem impressionante da face de um ser humano. 
Este mês, o pequeno município de Manopello está comemorando 500 anos de presença no interior das paredes do Véu enigmático.

 Imagem da Ressurreição?

 O Véu de Manopello está atraindo um crescente interesse da comunidade científica, e muitas pessoas estão começando a se referir a ela como uma “segunda” Sudário de Turim. 
Eu tive o grande privilégio de ver o Véu longamente e de perto, quando eu vi pela primeira vez em 1978. Foi então ainda relativamente desconhecido e que ainda não tinha sido analisado cientificamente.
Luciano Antonelli, o então guardião do convento, recebeu-me com bondade, e pessoalmente me acompanhou até o altar principal, onde o Véu, mantida dentro de uma custódia de prata grande, foi exibido para os fiéis.
As cores eram macios e protegidos, mas o rosto emanava grande serenidade, apesar dos numerosos sinais de violência na forma de hematomas, cortes e inchaços.  Eu levei um longo olhar para ele de vários ângulos diferentes.
O véu tem o rosto de um homem barbudo com side-ondas (peyoth judaica), cujo nariz foi atingido. A face direita está inchado, a barba parcialmente arrancado.  A testa e lábios sobre eles indícios de rosa, sugerindo feridas recentemente cicatrizadas.  Inexplicável paz enche o olhar para fora dos olhos bem abertos. Assombro, espanto, surpresa. Compaixão Gentle. No desespero, sem dor, sem ira.  É como o rosto de um homem que acaba despertou para uma nova manhã. Sua boca está entreaberta.  Até seus dentes são visíveis.  Se um tinha que dar uma expressão exata para a palavra nos lábios estão se formando, seria apenas um soft ‘Ah’.

Enigma científico

 ‘O Véu é protegido por dois painéis de vidro selado. Luciano disse-me. ‘Ela é tão fina que é quase transparente.’ Pode-se ler um jornal colocado por trás dele. O frade franciscano, em seguida, acrescentou: “Naturalmente, a hipótese de diferentes foram apresentadas para explicar este fenómeno misterioso.  Inicialmente pensou-se o trabalho de um artista muito talentoso, mas esta possibilidade foi logo descartada por uma equipe de cientistas e pintores. Na verdade, alguns artistas ainda tentou reproduzir a imagem em um pano tipo semelhante, mas todas essas tentativas falharam miseravelmente.  Este tecido é um verdadeiro enigma científico. Além do mistério de sua transparência, essa imagem é como um slide, em outras palavras, é o mesmo se você olhar para ele de frente ou de trás.

 Fr. Luciano então virou o Véu redor ea imagem permaneceu idêntica.  “Esse fenômeno tem sido cuidadosamente estudado, os mais poderosos microscópios têm sido utilizados, e qualquer diferença entre os dois lados foi encontrado. Em outras palavras, se a imagem havia sido pintada, mesmo o menor microscópica blur aparecendo em apenas um lado faria com que a imagem apareça de forma diferente do outro lado. Estes e outros aspectos do Véu revelar o seu carácter único ».
Muito tempo se passou desde a última visita, eo véu continua a ser mantido na custódia de prata mesmo.

Um jornalista italiano

Para recolher mais informações sobre o Véu da enigmática eu decidi visitar Saverio Gaeta, um jornalista católico que publicou recentemente um livro sobre a Santa Face de Manopello chamado L’altra Sindone (Shroud The Other), publicado pela Mondadori. Infelizmente, o livro ainda não foi traduzida em Inglês. Além de escrever vários livros sobre o cristianismo, Gaeta é o editor-executivo da Famiglia Cristiana, líder na Itália semanal católica.
“Muitos detalhes sobre a história do Véu ainda não estão claras, e provavelmente irá permanecer assim para sempre.

No entanto, as informações descobertas até agora é altamente indicativa “, Gaeta disse-me, e depois acrescentou, com certa ênfase: ‘Não há mais nenhuma dúvida sobre isso: essa imagem foi realizada em grande veneração desde os primeiros séculos do cristianismo.  Mesmo quando estava em Roma, junto de São Pedro, antes de terminar em Manopello, foi o objeto da mais alta veneração, puxando os peregrinos de toda a Europa.  Foi o modelo para todas as pinturas de Cristo. ‘ Isso foi até o Saque de Roma de horror, que ocorreu em maio de 1527. O escritor, em seguida, continuou com uma descrição daquele episódio medonho, ‘Por vários meses na Cidade Santa sofreu o pior ataque que jamais havia conhecido. Nada foi poupado, sagrado ou profano, eo véu também desapareceu.

 Vamos começar do começo.  Qual a informação de fundo que temos sobre o pano?

 

 

Diz a tradição que o véu foi um presente de Nicodemos à Virgem Maria, que colocou-a sobre o rosto de seu filho, em conformidade com a tradição judaica funeral. This Veil was always spoken of in the first centuries of Christianity, and its presence was recorded in Jerusalem, in Memphis (Egypt), and in Turkey. Este véu era sempre falado nos primeiros séculos do cristianismo, e sua presença foi registrada em Jerusalém, em Memphis (Egipto), e na Turquia. 
Segundo uma tradição muito antiga, o próprio Jesus deu a sua própria imagem como um presente a uma das piedosas mulheres que o seguiam em seu caminho para o Monte Calvário  o nome da mulher era Verônica. Esta tradição foi incorporada à prática católica como a estação de 6 das 14 estações da cruz, mas os Evangelhos não mencionam qualquer mulher pelo nome de Veronica. O nome “Verônica” é provavelmente uma alteração lexical da conica vera latim medieval, que significa “ícone verdadeiro” (verdadeira imagem), e assim toda a história poderia ser uma metáfora para indicar que a imagem do Véu Manopello é um fiel ( reprodução) do verdadeiro rosto do Salvador.

O que aconteceu com o Véu após os primeiros séculos?

Em 574 o véu foi transferida para Constantinopla, por ordem do imperador Justino II, e usado como um lábaro, a norma militar ou banner utilizado para incentivar os exércitos nas batalhas.
O sétimo século Teofilato Simocatta historiador escreveu que era uma imagem que “não era nem pintado nem tecidos, mas produzido pela perícia humana”. 

 No início do século 8, quando os iconoclastas começaram a destruir todas as imagens religiosas, em Constantinopla, o Véu Santo estava em perigo de modo que o Patriarca de Constantinopla, Callincus I, despachou a Roma através de uma rota misteriosa.

Uma vez na Cidade Eterna, a relíquia logo se tornou um ponto focal para o aumento do número de peregrinos, incluindo reis e imperadores. Ele foi retirado em procissão, e mostrado aos fiéis em São Pedro, durante as festas religiosas mais importantes. Mesmo o famoso poeta, Dante Alighieri, menciona-o na Vita Nova (Nova Vida) e na Divina Comédia.

E então ele desapareceu de Roma


Exatamente, que desapareceu de repente.Temos versões contraditórias deste desaparecimento.  Com base na pesquisa realizada, pessoalmente, parece que o véu foi roubado de São Pedro durante o Saque de Roma.  Durante esse trágico evento, a Cidade Eterna foi barbaramente saqueada pelos Lansquenês alemão e espanhol por mercenários a serviço do Imperador Charles V – milhares de mulheres, homens e crianças inocentes foram brutalmente mortos no caos.
O Papa Clemente VII, só conseguiu salvar a sua vida por reparar o bastião fortificado de Castel Sant’Angelo, de onde mais tarde ele fugiu para a vizinha cidade de Orvieto. 
Cartas foram encontrados a partir de um certo Urbano, o agente romana da duquesa de Urbino, que, no intervalo de um mês e meio, escreve três cartas para a Duquesa com informações sobre o Véu. Na primeira carta que ele escreve que o véu foi roubado, no segundo, que estava à venda nas tabernas de Roma, e na última vez que o véu tinha simplesmente desaparecido. 
Eu vim recentemente sobre alguns documentos muito interessantes.  O comandante da guarnição espanhola cerco Castel Sant’Angelo, quando o Papa estava lá, foi um Larçon certo.  Um ano antes da Sack este homem tinha sido nomeado pelo Marquês do Imperador Charles V ‘do Vale do siciliano em Abruzzo. Essa área inclui a pequena cidade de Manopello, e foi parte do Reino de Nápoles. Não foi, portanto sob o controle do Vaticano.
Durante o saque de Roma, que o comandante pode ter transferido o item precioso para o “Vale do siciliano em Abruzzo, e seus descendentes podem ter doou aos frades capuchinhos, que estavam construindo uma igreja em Manopello.  Isso ocorreu por volta de 1609.

. Este mês Manopello está comemorando os 500 anos do centenário da chegada da Santa Face.É verdade que existe um documento escrito que prove que o véu foi doado para uma nobre na região em 1506?


 Sim, esse documento não existe. It is a reconstruction of the events that eventually brought the cloth to Manopello. É uma reconstrução dos acontecimentos, que trouxe finalmente o pano de Manopello. Foi, no entanto, escrito em 1645, ou seja, 139 anos após a suposta época de chegada. Provavelmente, os frades capuchinhos, que estavam conscientes da importância do item, estavam com medo que o papa iria recuperá-lo como seu. Com esse documento eram, portanto, tentando provar que a “Santa Face” na sua posse havia sido em Manopello desde 1506, e que, portanto, não poderia ser o Véu roubado durante a hora do saque de Roma.

 O que a pesquisa científica tem sido feita da “Sagrada Face” até agora?


No entanto, a investigação levada a nossa medida prova que a imagem não poderia ter sido feita por mãos humanas. O material real ainda não foi analisado porque se temia que, se o vidro fechado dois painéis de exploração do Véu são abertas, o ar pode danificar o tecido. Em 1703 Frei Bonifácio d’Ascoli tentou remover o tecido da sua moldura de madeira para colocá-lo em uma forma mais elegante de prata, mas assim que o véu foi retirado da moldura antiga a imagem desapareceu.  Este evento, que durou alguns dias, foi descrita em detalhes por um relatório assinado por várias testemunhas. A imagem só reapareceu quando ele retornou à sua moldura de madeira, para espanto de todos. 
Este estranho fenômeno ocorreu novamente 11 anos mais tarde, quando uma segunda tentativa foi feita para colocar o tecido numa moldura de prata. A imagem novamente desapareceu, até que foi devolvido ao quadro original. 
Por esta razão, ninguém nunca mais se aventurou a separar o Véu do vidro selados dois painéis de protegê-la.

 Tem uma tentativa foi feita para ver se há semelhanças com o Sudário de Turim?


 As duas faces têm expressões muito diferentes.  O Sudário de Turim tem a expressão de um homem que está clinicamente morta, enquanto que o Veil Manopello é a de um homem que está vivo. No entanto, em um olhar mais atento, os especialistas foram capazes de chegar a impressionantes semelhanças. Os olhos, o nariz, a boca, e as dimensões do rosto são idênticos: os índices morfológicos das duas faces coincidem completamente. Todos os cortes de contusões e inchaços, juntamente com a formação de coágulos sanguíneos sob a pele também coincidem.

Foi a “Santa Face” nunca analisou seriamente pelos cientistas?

 

2) As duas faces devem, portanto, pertencem à mesma pessoa. 

 3) Nenhuma das duas imagens foram criadas por mãos humanas.

4) Sua formação foi provavelmente causado por um processo foto-químico. 5)

5) A origem das duas imagens, e sua semelhança exata, só pode ser definida como paranormal, ou em outras palavras, totalmente inexplicável.

Em seguida, aplicado a idéia Irmã Blandina para as imagens de Cristo nos afrescos do século 4 na catacumba dos Santos.  Pedro e Marcelino, em Roma, e obteve os mesmos resultados. “Isto prova,’que, mesmo naqueles tempos não eram precisas e fixa os parâmetros usados por pintores sempre tiveram de retratar o rosto de Jesus. Estes parâmetros foram retirados do Sudário de Turim e da “Sagrada Face” de Manopello. Esta também poderia sugerir que desde os primeiros tempos os dois itens foram consideradas sagradas imagens do rosto de Cristo pela comunidade cristã ”
A pesquisa científica até agora realizado, junto com a pesquisa histórica escrupuloso, portanto, sugere que a imagem admiramos no “Santa Face” de Manopello é um «sinal» do céu.
© 2009 – Il Messaggero di S.Antonio Editrice © 2009 – Il Messaggero di S. Antonio Editrice //
 Três pesquisadores têm realizado importantes estudos sobre ele até agora. The first is Fr. O primeiro é o padre. Heinrich Pfeiffer SJ, professor de História da Arte Cristã na Universidade Gregoriana de Roma, e membro da Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja.. Em seguida, Padre. Andreas Resch,  redentorista, dois diplomas universitários e uma carreira longa e aclamado como um pesquisador e professor universitário.Por último, a Irmã Blandina Paschalis Schloemer, freira trapista e pintor.
Fr. Pfeiffer, o autor de numerosas publicações sobre a “Santa Face” de Manopello, conduziu muito aprofundada investigação histórica sobre o pano que provou que era conhecer e venerado desde os primeiros tempos na história da Igreja.
Irmã Blandina ponto de partida foi a seguinte: se o Sudário de Turim e da Santa Face de Manopello são um dom de Jesus, uma memorabilia que Ele nos deixou, então o cara impressionou no Sudário e uma sobre o Véu de Manopello deve ser idênticos. Então ela começou a fazer vários testes. Ela foi ajudada nessa pelo Padre.  Competências científicas Resch trouxe os computadores em seu auxílio e sobrepor as duas imagens. 
Resch resumir as suas conclusões nos seguintes cinco pontos. 1) As duas faces coincidem perfeitamente.A história do véu é bastante complexo e fragmentado.  Meu livro é um produto de síntese, e um monte de trabalho foi para ele. Temos apenas indícios sobre as origens do Véu Manopello, é tudo baseado na tradição.  Os Evangelistas e os Padres da Igreja, muitas vezes falar sobre as “relíquias pertencentes a Jesus Paixão A partir do segundo ao quarto séculos, há muita evidência documental de pessoas que afirmam que viram e reverenciaram o ‘panos’, que tinham envolvido o corpo de Jesus . Estes panos foram cuidadosamente guardada, pois eles eram vistos como a prova da ressurreição de Jesus.
A maioria dessas fontes falam de mais de um pano. Alguns especificá-los como sendo uma ‘folha’ (o Sudário de Turim) e um sudário (pano um suor para a cabeça apenas). Este último item foi geralmente feitas de materiais preciosos. O Véu de Manopello parece ser feito de linho, a seda super-fino feito da “barba” que os mexilhões usam para juntar-se às rochas. . Este material foi utilizado no mundo antigo para fazer os melhores panos de faraós e altos sacerdotes judeus.